• sou leonina, tenho dente separado, gosto de queijo de coalho e de um menino bonito. tiro retratos, mas também escrevo. nunca termino nada do que começo - sempre tem alguma coisa apaixonante me chamando a atenção e me fazendo mudar de rumo. um drama latino.


  • arquivos da adelaide ivánova

8 de março de 2010 às 14:39

feliz dia da mulher, sei…

eu queria saber se tem alguma coisa pra celebrar.

anyways, não custa nada publicar essa foto fofa, publicada hoje no derspiegel.

até na sérvia tem. foto: derspiegel/reuters

até na sérvia tem. foto: derspiegel/reuters

sério. odeio esse dia. acho um embuste! nem adianta me esculhambar.


por adelaide ivánova
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7 de março de 2010 às 17:27

o que eu marcelo gomes temos em comum

(alguma leitorinha do minas aguenta a gente falando aqui, toda hora, do marcelo? apois que aguentem!).

1. somos fotógrafos muito legais;
2. nossas pessoas especiais têm cabelão grande;
3. colaboramos com o lindo suplemento pernambuco, a revista cultural editada pelo governo do meu pernambuco.

nessa edição, eu escrevi um texto sobre mim (claro). mais precisamente, o triângulo amoroso entre eu, dostoiévski  e armin.

marcelo mostrou uma foto que fez do cidadão instigado.

e, só pra constar, os cabelões daqueles que amamos:

lelê por ivi

lelê por ivi

armin por ivi

armin por ivi

ai, que povo lindo!


por adelaide ivánova
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4 de março de 2010 às 22:45

dudu, sempre tu.

minha susan sontag particular. dudu3

dudu4

 

dudu bertholini tigre na academia e no meu coração.

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por adelaide ivánova
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27 de fevereiro de 2010 às 10:00

from russia with love

em russo, o segundo nome da pessoa é sempre um patronímico. se você é filha de ivan, por exemplo, ganha um ivanova ou ivanovitch (ova pras meninas, itch pros meninos).

dostoievski, por exemplo, era fiodor mikhailovitch dostoievski.

toda essa balelada pra dizer que olyva ivanova, que não é minha irmã, é a dona de uma das minhas coisas preferidas na internet (o flickr dela).

eu amo os retratos bem russos que ela faz da gente russa. bem russos. deleitem-se:

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24 de fevereiro de 2010 às 10:00

eu gosto de mulher

oêêêê! títulos polêmicos!

mas é brincadeira. isso não é uma confissão da minha orientação sexual, que não inclui garotas, mas uma ratificação de referencial literário - e, por assim dizer, de vida.

é que eu estava a olhar minha estante. tenho todos os livros possíveis de dostoievski que têm tradução direto do russo (obrigada, editora 34!); um monte de coisa de vinicius de moraes também. mas, fora isso, quase tudo é escrito-por ou fala-de mulheres.

dramáticas, de preferência.

segue foto:

minasdapenadeouro

só nesse quadradinho da estante (o arrumado, por isso que tirei foto), tem a biografia de diane arbus, madonna, maysa e pamela de barres; a auto-biografia (ou algo do tipo) de danusa leão e liz gilbert (te amos!); a bio de mapplethorpe, que é maravilhosa e foi escrita por uma mulher; dois livros de gertrude stein e mais um de margerite duras.

e, claro, tem a bíblia ivetal, que se chama os astros e o amor e foi escrita por uma muié também.

lovdemal!

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por adelaide ivánova
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22 de fevereiro de 2010 às 21:16

drama cigano

me inspirei no post de dani. e aí quis falar um pouco sobre a magia cigana.

eu sei que é tendência véia criada por jana, jorge e antonia em 1997, mas não importa.

1. as ciganas de ruven afanador5f1070006
quando estava em córdoba (fotos!), vi uma exposição de ruven (fotografão que colabora com a vanity fair, bazaar etc.) montada ao ar livre. muito apropriado, porque a andalucía é llena de ciganas.

a expo chamava mil besos e era com ciganas e dançarinas de flamenco. marabidjôsso!

2. o single novo de shakira
chama gypsy e a letra é mára! ela diz que teve o coração partido na estrada (tão ivetal!) e diz, num momento auto-ajuda:

“walking gets too boring, when you know how to fly”.

3. gypsies, de koudelka
josef koudelka é um fotógrafo checo que tem 72 anos. nos anos 60 (se não me engano!), koudelka fez uma pesquisa longa e maravilhosa sobre as comunidades ciganas na romênia e na então-chamada tcheco-eslováquia. tem gente que diz que essas fotos reinventaram o fotojornalismo, elogio que acho um pouco exagerado, mas ainda assim, é um ensaio lindo.

koudelka_toss1

4. sabe como se diz “tchau” em romeno?
“pa pa!”

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11 de fevereiro de 2010 às 15:20

armindica

meu alemão sabidão me mandou o link de uma entrevista maravilhosa que a tv alemã fez com o escultor carioca ernesto neto.

armindica

no e-mail, armin disse que gostou do cara por dois motivos:

1. “ele reclamou que todo mundo gosta de arte, mesmo quem não entende nada de arte”;
2. “e ele também disse: ‘eu gosto de fazer xixi. eu vou nos restaurantes, bebo um monte de cerveja e seguro até ficar bem apertado. depois eu vou no banheiro e volto para mesa revigorado, cheio de novas ideias’. eu ainda não vi a entrevista toda, mas eu já gosto dele ;)”

além dos motivos apontados pelo leonino mais lindo do meu planeta, eu aponto mais um, que me fez amar a entrevista e amar ernesto um pouco mais. ele disse:

“art is sexy. but i like to be sensual”.

eu nunca indicaria essa entrevista se ela não tivesse um tom de drama – e ela tem. além de falar do seu trabalho, ernesto dispara um monte de frase de efeito de diva! e é mára o fato de que ele transmite sua inteligência de um jeito tão relaxado.

e eu sei que ninguém mais tem tempo de ver vídeo de meia-hora, ainda mais em inglês. mas vale muito a pena. armindica! (e eu também!).

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7 de fevereiro de 2010 às 14:34

os desencontros de um finde

ter um boyzinho que mora longe faz você perder a vontade de sair. mas esse finde eu tava afim de fazer uns rolê errado. ver são paulo, de noite, que é tão bonita.

e ver uns meninos bonitos também que eu sou filha de jah.

sexta fui no charm, na augusta. eu sei, eu sei. quem procura no lugar errado não acha. fui com minha amiga lorena, e a única coisa que vimos foi uma briga no meio da rua. e tomamos duas brejas quentes que me deram sono e eu fui pra casa. não era nem uma da manhã.

ontem fui na voodoo. eu amo que teve que vir um alemão pra são paulo (thomas, aquele lindo) pra lembrar pra gente que o centro é massa. a festa também é muito boa.

mas ontem fiquei rodando aquele andar daquele prédio abandonado, em círculos, e vi que.

não é de uma pista de dança que eu preciso. é de uma sala de embarque.

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1 de fevereiro de 2010 às 21:59

comendo vogais pra ver se saudade passa

não tem coisa mais linda que ouvir um português falar português. eu ficava encantada, enquanto santa catarina falava, e ficava olhando para a boca dela que parecia engolir todas as últimas vogais das palavras como se esse fosse o único jeito de diminuir a famosa melancolia portuguesa. catarina falav’ com’si pr’ el’ as v’gais não t’vessem a m’nor imp’rtância…

em lisboa conheci duas coisas: armin e amália.

quando fui com o primeiro ao museu do fado, ele pediu que eu traduzisse toda estrofe de toda canção, todo parágrafo de todas as cartas e letras de música.

não acreditava que podia existir diminutivos para coisas tão desagradáveis. em meio a esboços de letras de músicas, cartas e documentos, encontramos frases como “me sinto azedinho”, “lembranças do teu patrãozinho” (juro!)…

vinicius de moraes, aliás, também usava diminutivo para tudo (vinicius e amália, aliás, têm um disco juntos, que comprei na fnac de lisboa).

armin me disse que em nenhum outro lugar do mundo que não seja portugal se deve ouvir fado, que em outro lugar não faz sentido.

no meu penúltimo dia de viagem, já de volta à lisboa depois de um mês com ele em colônia, perambulando pelo chiado, passei por um carro de som que tocava o único fado que eu nunca quero ouvir de novo, nem em lisboa, nem em lugar nenhum:

 

nem comendo todas as vogais do mundo essa saudade que eu sinto passa.

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28 de janeiro de 2010 às 13:41

fernanda aguilera

fêrresende, né, minha gente… que dizer? ela é a única pessoa que me liga às 23h da noite pra checar se tá tudo bem.

fê e wanderléia no prêmio modas brasius de 2008. a foto tá sem foco mas fui eu que fiz hahaha

fê e wanderléia no prêmio modas brasius de 2008. a foto tá sem foco mas fui eu que fiz hahaha

1. descreva a última ocasião (não precisa citar nomes) em que você fez um drama latino!
fiz um drama latino pra deixar minha cachorra na casa da minha mãe durante as semanas de moda. demorou mas mamãe sucumbiu e ficou com a “netinha”. haha.

2. qual foi a último coisa drama que tu leu? (momento auto-ajuda, percebesse, né? hahahaha)
“o difícil serve pra exercitar oq ue vai fazer a gente brilhar quando o fácil chegar.” NÃO É DEMAIS?

3. qual a melhor música pra fazer drama (sozinha)?
bonnie tyler é um clássico, né? mas christina caprichou bem quando fez
walk away (AMO).

4. quem é sua musa dramática inspiradora?
ninguém sofre como angela roro. amo também.

5. qual q coisa mais drama que tem na tua casa?
ultimamente meu armário tá um drama viu. mas vai passar. ;-)

cadê a bagunça, fê? (a foto ela que fez)

cadê a bagunça, fê? (a foto ela que fez)

casa de ferreiro, armário bagunçado! mas… isso é bagunçado, fê?!?!

semana que vem tem a giu viscardi!

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24 de janeiro de 2010 às 13:28

minas do dudu
dudu e aninha. a foto é da ivi.

dudu e aninha. a foto é da ivi.

dudu e ivi. a foto é do wakabara.

dudu e ivi. a foto é do wakabara.

minas de ouro na festa da neon que teve quinta. tem mais fotos da festa, todas lindas hahahaha no site da dona lilian! eles toparam que eu cobrisse a festa com minha câmera de filme de 1992, não é o máximo?!


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23 de janeiro de 2010 às 15:22

uma resposta

é engraçado como nossas próprias tragédias não são suficientes para nos convencer a tentar ser feliz um dia de cada vez. a gente sempre precisa se inspirar na dor dos outros e pensar “ainda bem que não foi comigo”.

como se fosse pouco o que a gente já passa.

mimi chakarova é fotógrafa e fez um trabalho sobre o tráfico de meninas na moldávia, um país no leste europeu que eu nem sabia onde ficava até consultar o wikipedia (fica perto da ucrânia e romênia).

eu não sei o que dizer. não consigo parar de rever.

"the price of sex" é exibido em slideshow no site da fotógrafa

"the price of sex" é exibido em slideshow no site da fotógrafa


por adelaide ivánova
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20 de janeiro de 2010 às 22:08

exercício público da habilidade de voltar a sentir

é isso.

estou aqui na frente de vocês todas perguntando: como faço pra escrever, se eu não sinto nada?

se passo meu dia pulando de tarefa em tarefa, de reunião em reunião, de “negócio pra resolver” em “outro negócio pra resolver”?

pretendo achar uma resposta entre agora e duas e meia da manhã. favor aguardar (ou sugerir saídas pro meu impasse existencial).

‘gradecida.

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19 de janeiro de 2010 às 19:21

constance! eu te amo!

constance zahn é o máximo. a conheci pessoalmente num encontrinho, e os santos bateram, mas depois que a gente foi se aproximando eu passei a amá-la mais porque vi como ela é hard worker! e, besides, ela é filha de um alemôo e fala alemôo! “alemão da móoca” hahahahahah foi como ela descreveu suas habilidades na língua de armin, no dia que fui fazer o retrato dela pra vogue rg de novembro. mas tudo bem.

constance na casa dela, em são paulo

constance na casa dela, em são paulo

e vocês sabiam que zahn signifca dente, em alemão? apois  que sim. então aqui vão as confissões dramais de “constance dente”:

1. qual a diferença entre um drama latino e um drama alemôo?
eu diria que o drama alemão é baseado em motivos lógicos e reais; enquanto o latino não precisa se basear em nada! rs

2. descreva a última ocasião em que você fez um drama latino! (pode ser tipo no trânsito, na padaria quando achou um pão mofado, essas coisas. pode ser amor também, a gente prefere amor hahaha).
não posso falar dessas coisas…. então, digamos que uma amiga estava numa fase super zen, freqüentando o zu lai, crente que estava no caminho certo para atingir o estado de buddha, quando um (ex-)rolo a informou, um dia antes do feriado de corpus christi!, que na verdade ele não ia poder viajar com ela… porque ele já tinha combinado há muito tempo de ir com os amigos para o interfau (=jogos universitários de arquitetura). detalhe: ele já era formado e tinha 30 anos na cara! hahahahaha era ou não era um motivo lógico e real para ela fazer um P*TA DRAMA LATINO?! hahahaha

(nota da redação: era!)

3. qual o objeto mais drama que tem na sua casa?
vale o meu diário da pré-adolescência? são páginas e páginas do mais puro drama teen introspectivo encapado com uma foto do meu amor juvenil, ricky martin! hahaha (essa é a cereja latina do drama!)

eu queria ter feito essa foto!!!

eu queria ter feito essa foto!!!

4. qual a melhor música pra fazer drama?
mariah carey ou laura pausini quando os gritos delas saem do fundo da alma, sabe? eu sinto a dor delas!

5. quem é sua musa dramática inspiradora?
bette davis! e como se não bastassem todas as personagens incrivelmente dramáticas, seu epitáfio é “she did it the hard way”.

gente! me fala quão maravilhoso é esse diário?!?!?!?!

semana que vem tem fê resende!


por adelaide ivánova
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16 de janeiro de 2010 às 18:46

são paulo de muitos meninos bonitos

não sei vocês conhecem a cia de foto mas, se não conhecem, deveriam. mas tô com preguiça de explicar quão maravilhoso o trabalho deles e eles em “sis” são.

pois bem. convidados pela revista da folha a publicar uma página dupla na edição que falará sobre o b’day de são paulo, em vez de mandar fotos deles próprios, decidiram publicar foto dos outros (óbrégada pela oportunidade). e chamaram a empreitada de “são paulo de muitos”.

eles convocaram pelo blog da cia e um moooonte de gente mandou foto, algumas bem maravilhosas. vale a pena ver todas.

quase todo mundo mandou foto de arquitetura. eu mandei essa foto aqui, que eles puseram hoje no blog:
saopaulodemuitosmeninosboni

todos sabemos que eu não posso ver um menino bonito que já quero tirar foto. e não é culpa minha que são paulo é cheia deles.


por adelaide ivánova
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