26 de fevereiro de 2010 às 14:39

partiu

gente, este é meu post de despedida do minas e eu sou uma pessoa que não lida bem com o fim de nada. então vou direto ao ponto: parto, mas deixo no meu lugar a sandra soares, jornalista, amante de psicanálise e arte, que já deu suas passeadas por aqui e fez muito sucesso. aproveito pra agradecer a aninha pela oportunidade de participar do minas, dar boa sorte pra sandra e pra todas as minas que continuam garimpando preciosidades pra dividir com vocês. enfim, como dizem os cariocas, partiu.


por dani de lamare
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19 de fevereiro de 2010 às 15:50

abre olho

 
dia desses fazendo uma pesquisa de imagens fui parar por acaso na art department, agência com excelentes fotógrafos, maquiadores, stylists, ilustradores etc… ótimo para inspirar o olhar. ai vai uma pequena amostra, mas juro que vale a pena perder um bom tempo lá. a parte de still, por exemplo, é incrível.
 

 

frederike helwig

frederike helwig

 

 

frederike helwig

frederike helwig

 

 

ruven afanador

ruven afanador

 

ruven afanador

ruven afanador

 

nick walplington

nick walplington

nick walplington

nick walplington


por dani de lamare
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28 de janeiro de 2010 às 16:28

hard worker

maravilhoso o editorial da vice ! dica do ricardo lombardi no blog desculpe a poeira.

 e a cara de sério?

e a cara de sério?

e o pulinho clássico dos editorias?

e o pulinho clássico dos editorias?

e as folhas secas no chão?

e as folhas secas no chão?

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por dani de lamare
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20 de janeiro de 2010 às 17:58

escalpeladora

georgia russel é uma artista escocesa radiacada em paris que escalpela, disseca, recorta livros antigos, fotos, partituras musicais, mapas, tranformando-os em incríveis esculturas de papel.

britain:2003 (mapa recortado)             esqueleto da escócia (mapa recortado)

britain:2003 (mapa recortado) esqueleto da escócia (mapa recortado)

nous sommes eternels (livro recortado)

nous sommes eternels (livro recortado)

“os livros antigos sempre foram pra mim objetos esculturais que representam as muitas mãos que os seguraram e as cabeças pelas quais passaram” afirma georgia, e diz que sempre procura escolher coisas que “carregam consigo um senso da sua própria história, objetos que tenham uma vida secreta” e pretende ressucitar seus frágeis materiais e dar-lhes uma nova vida e um novo significado. em cada construção convivem simultaneamente o sentido de perda e preservação , uma vez que a artirta tenta recuperrar e retr o passado com a mesma intensidade que suas técnicas o atacam. * trecho traduzido da galeria da artista england & co

drawing time (partitura musical recortada)              memoire (livro recortado)

drawing time (partitura musical recortada) memoire (livro recortado)

leurs secrets ( livro recortado)

leurs secrets ( livro recortado)

wild waters (gravura do sec XIX recortada)

wild waters (gravura do sec XIX recortada)

amei o trabalho da georgia, primeiro porque sou uma apaixonada por livros e segundo porque acho que ele propõe uma reflexão muito interessante quando pega a literatura , uma forma de arte que não produz objetos exclusivos e os transforma em objetos únicos e fetichizados como as esculturas.

para quem gosta de trabalhos com livros achei um post ótimo no blog funforever

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por dani de lamare
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11 de janeiro de 2010 às 19:02

na bubuia

é uma daquelas expressões que são o que parecem, e que mesmo sem ter a menor idéia de onde vem e o que designam exatamente, podemos intuir o seu significado. ouvi pela primeira vez na música da céu ( do último disco “vagarosa”) que virou meu hit do verão.

ai vai um trecho de um show pra quem ainda não conhece a música.

e a mesma com participação de thalma de freitas e anelis assumpção no show do circo voardor.

enfim, depois de ouvir e bubuiar a exaustão, na última noite de férias encontrei com um amigo que mora na amazônia e que apesar de extremamente abalado pela suposta popularização do termo confirmou: na bubuia ou de bubuia é utilizado em alguns lugarares da amazônia para designar algo que vai à deriva no rio, ao sabor da correnteza; ou quando alguém vai pescar na ilharga (cruzamento de dois rios) e fica na canoa, no cantinho, de bubuia…esperando pra fisgar o peixe…como alguns rapazes e moças espalhados pelas noites do brasil afora. imagina se a moda da gíria pega? seria o must do fusion da linguagem! tipo: ” ontem tava xavecando a mina de bubuia na balada” ou “mermão, tava tão na bubuia que foi sinissssstro” …
especulações linguísticas a parte, confesso , que tudo isso foi pra dizer que eu estava de bubuia vendo céu e mar e por isso abandonei o blog nas últimas semanas…mas já voltei!

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por dani de lamare
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4 de dezembro de 2009 às 13:15

muito prazer, andy. - por sandra soares

agradeço ao malba por ter me feito descobrir o quanto andy warhol é genial. confesso: até visitar a exposição “andy warhol, mr. america”, em cartaz na Argentina até 22 de fevereiro, eu considerava Warhol apenas… pop (o que é bem óbvio). sai de lá com a tese de que faz muito mais sentido apreciar esse artista pelo todo do que pelas partes. foi só quando vi reunidos 170 trabalhos dele que realmente me convenci de que warhol profetizou como poucos o que viria a ser um dos principais males psíquicos de nosso tempo: o narcisismo.

most wanted men

most wanted men

tá. a conclusão pode parecer banal para quem conhece (e quem não conhece?) a marilyn monroe de warhol, os inúmeros auto-retratos dele e a sua mais famosa frase: “no futuro toda a gente será famosa durante quinze minutos”. pois essas partes da obra de warhol ganham muito mais força ao serem exibidas ao lado de outras partes reproduzidas com menos freqüência por aí. além de personalidades, warhol retratou criminosos (a tela acima é a número 12 da série most wanted men, composta por imagens de homens procurados pela polícia). e fez arte também com a morte. corpos sem vida misturados a ferragens na cena de um acidente. uma “singela” cadeira elétrica registrada em telas de cores alegres dispostas lado a lado na exposição.

little electric chair

little electric chair

warhol amava a fama. reivindicava ser celebridade e fez de si mesmo um suporte para a divulgação de suas idéias. para justificar suas vestimentas burguesas, dizia que nada mais burguês do que ter medo de parecer burguês. mas ele sabia que por trás da festa e do deslumbre convivem a dor e o perigo. antes de ser baleado em 1968 por uma feminista radical, ele já mostrava com sua arte que a fama e o sucesso não fazem desaparecer por completo o medo da morte, esse medo que, em maior ou menor grau, é constitutivo de todo ser humano. mas não dá para se deixar escravizar pelo medo. recuperado do tiro, warhol posou para fotos exibindo suas cicatrizes.

self portrait in drag

self portrait in drag

self portrait

self portrait

este aí de cima é andy warhol em versão drag queen (na outra foto ele se parece mais consigo mesmo). um cara de quem, até pouco tempo atrás, eu apenas conhecia a obra e de quem hoje posso afirmar “saber” a obra. explico com a ajuda da psicanálise, que define saber e conhecer como coisas diferentes. saber é o conhecer investido de sentido – o conhecer que não é só intelectual, mas afetivo também. quem quiser saber andy warhol tem até fevereiro para vê-lo em buenos aires. ou pode esperar março para visitar a exposição por aqui, na pinacoteca de são paulo.

sandrinha

sandrinha

*sandra soares é mineiríssima radicada em são paulo, jornalista, estudante de psicanálise e neurótica, graças a deus!

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por dani de lamare
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2 de dezembro de 2009 às 15:00

mula sem cabeça!

the decapitator é um artista radicado em londres que corta as cabeças das pessoas belas e felizes de campanhas publicitárias em revistas e cartazes pelo mundo a fora. ai vai um pequena amostra:

 

campanha D&G no shopping iguatem- sp

campanha D&G no shopping iguatem- sp

 

 

banca na rua oscar freire- sp

banca na rua oscar freire- sp

 

 

capa da revista rolling stone com a cantora shakira -ny

capa da revista rolling stone com a cantora shakira -ny

campanha publicitária em paris

campanha publicitária em paris

cartaz do filme sex and the city nas ruas de londres

cartaz do filme sex and the city nas ruas de londres

o decapitator deu uma entrevista pela primeira vez para a revista americana juxtapoz (por helen soteriou) . ai vai um trecho traduzido:

quem é o decapitador?
apenas seu vizinho amistoso.

qual é o seu manifesto?
um litium por dia deixa os médicos longe.

como e quando surgiu o seu conceito?
quando fui liberado da instutuição para saúde mental , pensei comigo, como posso ficar rico e famoso? mas depois desisti e decidi apenas cortar a cabeça das pessoas!

para ler a divertida entrevista na íntegra clique aqui.

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por dani de lamare
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27 de novembro de 2009 às 13:21

ladyfingers # 4

como disse aqui, estava sem poder postar. por conta disso chamei a eli pra postar no meu lugar e ela se animou tanto que entrevistou 10 minas artistas que são puro ouro. então coloco aqui uma por semana.

por eliane testone

a artista silvana mello nasceu em porto alegre mas vive e trabalha em são paulo. em suas obras, quase sempre figurativas, discute a condição humana. questiona o preconceito, o respeito, a sensibilidade e a violência que afeta o imaginário de um cotidiano que parece árido e delicado. refere-se a um mundo ao mesmo tempo particular e universal. por isso pode-se entrar facilmente em suas pinturas, bordados, desenhos e colagens, nos quais há sempre algum elemento familiar que pode acionar fatos ou lembranças de nossas próprias vivências – desilusões, tristezas, conformismos, frustrações, paixões, nostalgias, esperanças… é essa a magia da artista – falar de problemas sociais e angústias humanas com uma sutileza particular, forte e encantadora. confira abaixo uma mini-entrevista com silvana e veja mais em na choque cultural se estiver em são paulo visite a exposição da artista na galeria neste sábado 28/11 na rua joão moura, 997 em pinheiros, com os artistas chivitz e felipe lopez. aproveite também para conferir as belas pinturas do artista carlos dias, outro talento gaúcho, no acervo da choque, que fica na rua medeiros de albuquerque, 250. até 23/12.

brown sugar- 2008

brown sugar- 2008

tempos atras- 2009 - bordado

tempos atras- 2009 - bordado

sem título - 2008

sem título - 2008

01 uma menina de ouro que te influenciou como artista e uma artista de ouro que você admira no momento
não sei dizer nenhuma artista que tenha me influenciado, mas o trabalho e vida da frida khalo (méxico) me impressiona muito.
nosso trabalho não se parece em nada, mas foi conhecendo um pouco a obra e a vida dela que percebi que podemos extirpar nossas dores fazendo arte. gosto bastante das artistas americanas megan whitmarsh e monica canilao.

02 uma pintura/obra que te deixa feliz e uma que te traz melancolia
adoro os trabalhos da inglesa nicki mccubbing e da patricia colli (pacolli, daqui de são paulo) – com certeza me deixam feliz.
amo também os trabalhos da camila macedo (curitibana) são lindos e me trazem um pouquinho de melancolia.

03 uma pintura/obra que representa o dia e uma que representa a noite
dia – qualquer obra da americana amy rice
noite – os prédios-colagens da dora longo bahia

04 uma música boa para desenhar/criar
you make loving fun ou qualquer outra do álbum rumours, do fleetwood mac (1977)

05 um livro que mudou a sua vida
nenhum livro mudou minha vida, mas gostei de ler o estrangeiro, de albert camus, e mutações, de liv ullmann

06 um filme que te inspira
a bout de souffle, de françois truffaut, com a linda jean seberg

07 um lugar para viver
escolhi viver em são paulo, mas pra ser feliz aqui acho que você tem que viajar pra outros lugares sempre que possível.
também não abandonei totalmente a idéia de viver em alguma cidade que tenha praia, mas precisaria ser um lugar com opções culturais.
gostei muito de conhecer brighton, na inglaterra. parece ser um bom lugar pra viver e criar filhos.

08 material/suporte que mais gosta para trabalhar
bordado sobre algodão cru.

09 um alimento para o corpo e um para a mente
para o corpo: pratos vegetarianos
para a mente: silêncio e introspecção

10 uma palavra que te lembra arte e uma que te faz esquecer
que lembre: canvas
que me faz esquecer: cansaço

eli

eli

eliane “repentina” testone gosta de desenhar na guitarra, no papel, no computador e no vento. é designer gráfica mas de repente pode aparecer fotografando ou tocando alguma música ou estrelinha por aí.

www.myspace.com/repentina

www.myspace.com/lasdirces

www.flickr.com/photos/elianetestone

*”ladyfingers” é nome de uma música do último disco das luscious jackson, uma das bandas mais legais que já existiu formada apenas por mulheres.

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por dani de lamare
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25 de novembro de 2009 às 17:16

lé com cré - to move or not to move?

“para onde vão os trens, meu pai? para mahal, tami, para camiri, espaços no mapa, e depois o pai ria: também para lugar nenhum, meu filho, tu podes ir e ainda que se mova o trem tu não te moves de ti” - hilda hilst , em “tu não te moves de ti”

foto- clara canepa

foto- clara canepa

foto - clara canepa

foto - clara canepa

“…se não sais de ti, não chegas a saber quem és, o filósofo do rei, quando não tinha que fazer, ia sentar-se ao pé de mim, a ver-me passajar as peúgas dos pajens, e às vezes dava-lhe para filosofar, dizia que todo o homem é uma ilha, eu, como aquilo não era comigo, visto que sou mulher, não lhe dava importância, tu que achas, que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós…” - josé saramago, em “o conto da ilha desconhecida”.

fábio goldfarb - s/ título 2009 - técnica mista

fábio goldfarb - s/ título 2009 - técnica mista

fábio goldfarb - s/ título 2009 - técnica mista

fábio goldfarb - s/ título 2009 - técnica mista


por dani de lamare
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19 de novembro de 2009 às 15:33

we projects

lindley warren é uma americana de 21 anos que tem projetos incríveis envolvendo jovens fotógrafos do mundo todo. com o nome de “we projects” ela inventou o “the one we love” e o “where we’re from”

no the ones we love a idéia era que cada fotógrafo mandasse seis fotos da pessoa mais importante para eles, em locações externas. ai vai uma pequena amostra.

picture-11

picture-2

e no “where we’re from” a idéia é que cada fotógrafo mostre um pouco do lugar onde cresceu ou onde se sinta em casa. ai vai uma pequena amostra.

e não para por ai…tem também o photographic dictionary - no qual cada fotógrafo diz em imagens o que as coisas significam.

art - por jan postma

art - por jan postma

cold - por seth ramirez

cold - por seth ramirez

lost - jennilee marigomen

lost - jennilee marigomen

não é um talento de menina?!!!


por dani de lamare
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18 de novembro de 2009 às 12:28

lé com cré - mulheres

a tirinha acima roubei do blog do armando antenore e fala da impossibilidade de satisfazer as mulheres…josé paulo paes sugere um caminho no poema carta de guia.

carta de guia

I

nossa vida

construímos

a cada passo,

a cada minuto, a cada esquina,

de mão unidas.

II

sempre teu rosto e o crepúsculo.

em teus olhos a viagem das nuvens

é um estranho presságio

que evito decifrar.

III

caminhemos

sem perguntas

como os suicidas

que jamais indagam

a profundidade do abismo.

IV

sob a chuva de verão,

contra as colunas da lei,

sobre o corpo do soldado,

com o estandarte rasgado

de qualquer revolução.

V

vivemos, dora, na certeza

de sermos amanhã

o que ontem não fomos.

* poesia completa - josé paulo paes - companhia das letras

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por dani de lamare
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10 de novembro de 2009 às 14:40

ao cubo

vídeo ótimo da intervenção urbana feita pela nova geração daniel scandurra, juliana de lamare e luzi.

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por dani de lamare
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9 de novembro de 2009 às 12:57

ladyfingers # 3

como disse aqui, estava sem poder postar. por conta disso chamei a eli pra postar no meu lugar e ela se animou tanto que entrevistou 10 minas artistas que são puro ouro. então coloco aqui uma por semana.

por eliane testone

carla barth nasceu em porto alegre, onde cresceu embebida em atmosfera artística, por influência de seus pais (também artistas), e estudou desenho e escultura. Hoje vive e trabalha em são paulo e segue produzindo e aprendendo principalmente com seus amigos, muitos deles artistas, a arte de fazer arte e com quem divide paredes de ateliê e galerias vez ou outra. mergulhada em referências desprentenciosas e genuínas, naïf e outsider, se inspira também nas criações de antigas civilizações. o universo representado por carla é no mínimo curioso. as figuras criadas por ela levam a um mundo fantástico, colorido e permeado de criaturas e elementos que dançam aos olhos como músicas vibrantes e animadas. animadas aqui no sentido de vivas mesmo. vivacidade, intensidade e força. acho que é por aí que te convido a entrar para este mundo positivo e criativo de carla barth. confira abaixo uma fatia deste mundo.

gato no mato

gato no mato

holy montain

holy montain

sem título

sem título

01- uma menina de ouro que te infuenciou como artista e uma artista de ouro que você admira no momento:
- pippi longstocking (personagem que dá título à uma série de livros infanto-juvenis da autora sueca astrid lindgren). na música, cindy lauper e madonna. no momento admiro a italiana asia argento, diretora de cinema e atriz. gosto também da artista mexicana frida kahlo e maya deren, que foi uma teórica cinematográfica, coreógrafa, dançarina, poeta, escritora e fotógrafa.

02 - uma pintura /obra que te deixa feliz e uma que te traz melancolia:
- alegria: a casa de mariduque, 1970, do colombiano botero melancolia: o filme: nós que aqui estamos por vós esperamos, brasil, 1998, dirigido por marcelo masagão.

03 uma pintura obra que representa o dia e uma que representa a noite:
- dia: the blind Girl, de sir john everett millais
noite: gypsy, de henri rousseau

04 uma música boa para desenhar / criar:
- john frusciante e beatles.

05 um livro que mudou sua vida:
- o buda: nos jardins de jetavana, de enio burgos, ou o homem e seus símbolos, de carl gustav jung.

06 um filme que te inspira:
- the holy mountain, de alejandro jodorowsky

07 um lugar pra viver:
- são francisco, califórnia, aonde morei quando criança.

08 material/ suporte que mais gosta para trabalhar:
- profissionalmente acrílica sobre tela. por prazer, misturar de tudo: lápis, aquarela, tintas variadas sobre papel… adoro desenhar descompromissada.

09 uma alimento para o corpo e uma para a mente:
- dançar; livros

10 uma palavra que te lembra arte e uma que te faz esquece-la
- liberdade poética e sonhos me fazem lembrar. publicidade, cliente e briefing me fazem esquecer.

eli

eli

eliane “repentina” testone gosta de desenhar na guitarra, no papel, no computador e no vento. é designer gráfica mas de repente pode aparecer fotografando ou tocando alguma música ou estrelinha por aí.

www.myspace.com/repentina

www.myspace.com/lasdirces

www.flickr.com/photos/elianetestone

*”ladyfingers” é nome de uma música do último disco das luscious jackson, uma das bandas mais legais que já existiu formada apenas por mulheres.

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por dani de lamare
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5 de novembro de 2009 às 19:30

do caralho!

assisti ontem ao filme “pixo” de jõao wainer e roberto t. oliveira na 33 mostra internacional de cinema de são paulo e sai emocionada. não apenas porque o documentário é um registro precioso sobre algo que é na essência efêmero, mas também pela oportunidade de ver os pichadores comentando e contando sua história, o que mostra que eles sabem muito bem o que estão fazendo e tem uma reflexão a respeito. o assunto já está em pauta desde a pichação da faculdade de bellas artes em junho do ano passado e a pichação do pavilhão da bienal do vazio , que foi pintado na sequência(ambos registrados no filme).

joão mandou bem porque não ficou na discussão de se o “pixo” é arte ou não e focou na expressão de uma parcela da população (em sua maioria) que não tem voz alguma e ainda assim insiste em falar (mesmo que de forma controversa, paradoxal, agressiva etc… ) bonito pra caralho!

a trilha feita por ice blue e tejo (coletivo Instituto) conta com faixas inéditas dos racionais ( que pela primeira vez liberam o uso de uma música pro cinema), do sabotage e jorge du peixe que tem uma letra linda de morrer. a direção de arte é do alexandre orion (artista que “grafitou” o túnel da av. rebouças com caveiras limpando a poluição) .

segue o link do blog jõao falando a respeito do “pixo” e de um post muito bom que a rê simões fez no seu blog quando o filme estreou na exposição né dans la rue (nascido na rua), da fondation cartier pour l’art contemporain, em paris .

se tudo correr bem o filme deve estrear no circuito e em dvd e é imperdível.

aqui vai um teaser com 10 min de “pixo”.

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por dani de lamare
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3 de novembro de 2009 às 18:15

paz querendo trégua.

desde de que ví o novo vídeo “eu tou cansado dessa merda” da banda eddie estou pensando o que falar a respeito pra colocar aqui no blog…mas,  como na maioria das vezes quando a obra é muito forte,  fala por si.

só consigo dizer que achei lindo, de uma sensibilidade e autenticidade impressionantes de helder santos e camilla loyolla e cherryplus que assinam direção, roteiro, edição e animação do filme.

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por dani de lamare
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