dá um google nele
hoje os estados unidos pararam para assistir a final do super bowl. e eu, que não me animo muito com o esporte, amei a propaganda do google, que passou no intervalo… olha que legal:
Tags: google, super bowl
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gisela gueiros |
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7 de fevereiro de 2010 às 23:36
chega de lágrimas
as lojinhas de museu são o máximo! agora, que o dia dos namorados daqui (14/02) está chegando, um produto chamou a minha atenção – o lencinho-carta-pé-na-bunda. a mensagem escrita no lenço diz ‘it’s over’ (acabou), ‘mas pelo menos você tem este lencinho’. é trágico, mas muito bem bolado, vai? e ainda vem dentro de um envelope…! à venda no new museum por $22.

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gisela gueiros |
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4 de fevereiro de 2010 às 16:26
gaitinha
atenção, mamães! vai ser lançada em setembro uma edição em forma de livro infantil da música man gave names to all the animals de bob dylan com ilustrações de jim arnosky. e a melhor parte é que o livrinho vem acompanhado de um cd com a gravação original de dylan – do disco slow train coming.
eu, que até hoje sei de cor várias músicas que escutava na infância (saltimbancos, balão mágico, etc), acho o livro do dylan ‘obrigatório’ para os pequenos desta geração. outro dia meu irmão desenterrou o lp do sÃtio do pica pau amarelo e eu pude cantar de novo a minha música preferida de quando eu tinha pouco mais que 5 anos – ‘emÃlia’ com baby consuelo (baby do brasil? nunca sei). uma delÃcia! mas enfim, tudo para dizer que se o livro tem o dedo do bob dylan, então já se tornou um clássico! mas, por enquanto, só a capa do livro foi divulgada…

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gisela gueiros |
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2 de fevereiro de 2010 às 21:43
menino dos olhos - parte 2
lembram de um post que eu fiz no ano passado que era um bate-papo com o fotógrafo e amigo querido marcelo gomes? pois bem, ele acabou de lançar seu segundo livro ‘taciturn heart’ (amei esse tÃtulo). como o marcelo é muito chique, a publicação foi lançada em várias partes do mundo – alemanha, japão, frança, estados unidos e austrália. e, em breve, em mais lugares.
desde aquela última conversa que tive com marcelo, não foi só no livro que ele trabalhou – também é dele a capa (mais incrÃvel de 2009) do cd da céu, vagarosa. sou fã do marcelo – assim como a aninha, a ivi e toda a torcida do flamengo! as fotos dele são as mais poéticas e sempre me sinto besta quando tento escrever sobre elas. então, fiquem com as imagens… e para visitar o site dele, clique aqui.




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gisela gueiros |
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1 de fevereiro de 2010 às 15:29
here lies love
já dá pra fazer o download de uma das faixas do novo disco do david byrne com fatboy slim, que vai ser lançado dia 23/02. gostei do teaser…
Tags: david byrne, fatboy slim
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gisela gueiros |
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31 de janeiro de 2010 às 20:50
tecla branca, tecla preta
fiz a playlist de hoje sob medida para aqueles dias em que só música instrumental – ou joão gilberto – servem. e, mais do que isso, a seleção inclui apenas músicas tocadas no piano, que eu considero especialmente boas para espairecer…! escuta só:
pianinho no taxi by taxiamarelo
Tags: músicas intrumentais, músicas relaxantes, piano, playlist taxi amarelo
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29 de janeiro de 2010 às 18:52
laranja mecânica
no meio de 2009 morreu dash snow, aos 28 anos. ele teve uma overdose. dash snow era (é) o basquiat dessa geração. a história da vida dele é incrÃvel – ele fugiu de casa aos 13 anos (nascido numa famÃlia mega rica e colecionadora de arte, os de menil), grafiteiro profissional, famoso por não ter celular, não atender a campainha da sua casa (onde ele pregou um prego para evitar que toquem) e por suas fotos polaroid (bafo!). dash dizia que as polaroids eram o jeito dele lembrar o que ele fez no dia anterior, quando estava drogado (todos os tipos de entorpecentes que você puder imaginar). ele cumprimentava a maioria dos seus amigos e amigas com um selinho, tinha um cabelão loiro comprido e uma filha chamada secret magic nico. para quem quiser saber tudo sobre ele, vale ler o artigo escrito por ariel levy (hoje escritora da new yorker, na época escritora da new york mag).
o artigo escrito por ela, três anos atrás, só foi possÃvel por conta dos dois melhores amigos dele – dan colen e ryan mcginley – que eram os únicos que conseguiam acessar ‘o cara’. quando li essa matéria sobre o dash, fiquei encantada com o personagem. mas também adorei descobrir o trabalho do ryan, amigo dele, que é representado pela team gallery, em nova york (em março deste ano vai ter exposição). no fim, falei do dash pra poder falar do ryan, sacou? veja abaixo algums fotos tiradas por ele, são incrÃveis.
ps: as pinturas do dan colen também são bem interessantes.


(trabalho de ryan mcginley)
Tags: dash snow, ryan mcginley, team gallery
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gisela gueiros |
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28 de janeiro de 2010 às 1:32
no bolso
tem dois livrinhos muito em pauta nas livrarias nova iorquinas – sempre na sessão dos mais vendidos.
um é “food rules: an eater’s manual” [regras da comida: um manual para o comedor], de michael pollan. o mesmo que escreveu “em defesa da comida” e “o diário do onÃvoro”. michael sempre trata de assuntos ligados a alimentação saudável. o detalhe mais curioso deste novo livro dele – que tem pouco menos de um parágrafo por página – é perceber que, no fim, o conselho dele é – coma comida. comida de verdade.
entre as regras estão ‘cozinhe sua própria comida’, ‘evite os supermercados, compre na feira’, ’se alimente de coisas que vão estragar em algum momento, desconfie do que tem data de validade muito longa’, ‘evite comidas que têm o mesmo nome no mundo todo, como big mac e pringles’ e ‘não coma o que você não sabe como ou onde foi feito’.
entre suas sugestões, pollan cita um provérbio chinês que diz ‘comer o que se equilibra em uma perna (plantas, cogumelos…), é melhor do que comer o que se equilibra em duas pernas (aves) que é melhor do que comer o que se equilibra em quatro pernas (vaca, porco e outros mamÃferos…)’. bom, né?
enfim, um livro simpático e legal de ter num canto da casa, para se inspirar de vez em quando. até porque algumas das páginas dizem que tudo bem quebrar as regras de vez em quando (ufa!), além de recomendar comer carne duas vezes por semana, apesar de nos lembrar que vegetarianos são muito mais saudáveis – com menos risco de doenças cardÃcas e câncer.
o outro livro, de matthew frederick, se chama “101 things i learned in architecture school” [101 coisas que aprendi no curso de arquitetura]. um pouco mais ténico que o de pollan, mas não menos gracioso. neste livreto, matthew – que é professor de arquitetura – dá explicações completas-mas-resumidas de conceitos arquitetônicos. ele explica como desenhar uma linha forte, passa pelas complexidades da teoria das cores, fala da ocupação do espaço e de outros clássicos como o vazio e a beleza.
o livrinho também traz menos de um parágrafo por página e inclui frases de arquitetos célebres como robert venturi, que, ao contrário de mies van der rohe e seu lema “less is more” (menos é mais), acreditava que “less is a bore” (menos é uma chatice). muito boa essa frase!! resumindo, mais um livrinho perfeito para deixar em cima da mesa e abrir de vez em quando para pensar no espaço que ocupamos.
* infelizmente estes livros ainda não foram lançados em português. mas vale ficar de olho!

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gisela gueiros |
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25 de janeiro de 2010 às 15:54
quÃmica
um dos seguidores do chef catalão ferran adrià (do restaurante el bulli) está planejando abrir em nova york um laboratório de gastronomia molecular. já pensou? o australiano adam melonas quer montar um restaurante com 60 lugares em nova york – uma espécie de ‘espaço sensorial’ que vai incorporar música, arte, arquitetura e um menu com 23 pratos. o plano inclui um laboratório (isso mesmo!) que pode virar uma sala exclusiva para jantares privées. achei incrÃvel!

(ferran adrià e adam melonas – comida em forma de espuma!)
Tags: adam melonas, el bulli, ferran driá, restaurante laboratório em ny
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gisela gueiros |
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21 de janeiro de 2010 às 1:44
expresso
conheci um dos lugares mais românticos de nova york na semana passada. trata-se do caffe reggio. bem perto do washington square, no greenwich village, o reggio teria tudo para ser um café como qualquer outro, mas não! ele é um café barroco – meio escurinho, decorado com pinturas obscuras, lustres antigos e cadeiras de ferro com assento vermelho. a trilha sonora é toda de música clássica barroca. uma experiência deliciosa, principalmente durante o inverno. quando entrei lá, parecia que eu tinha voltado no tempo, tipo cena de filme… para completar, o café é delicioso. e… o milkshake, também.

no vÃdeo abaixo, christian ferras toca bach (enquanto estava no reggio, dei um shazam no meu iphone e descobri essa música. tecnologia barroca!).
caffe reggio / 119 macdougal street
ps: quem me apresentou para este bar foi o amigo querido guga chacra, que acabou de voltar do haiti e fez uma ótima cobertura sobre o terremoto em seu blog. para ler, clique aqui.
Tags: caffe reggio, lugares românticos de ny, música barroca
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18 de janeiro de 2010 às 22:40
taxicast
gente! a tepha é uma gênia! ela foi a primeira a postar um podcast aqui no minas de ouro. e esta ideia é, simplesmente, o máximo! se eu tivesse um taxi em nova york e você entrasse nele agora, estas músicas abaixo seriam a trilha sonora. boa viagem!
Tags: primeiro podcast do taxi
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17 de janeiro de 2010 às 16:01
chorus
lembram do post que a aninha fez falando sobre a música empire state of mind? pois bem, em todo lugar que você vai em ny, ela está tocando. no metrô, onde muita gente escuta seus ipods num volume tão alto que todos podem escutar, essa é a música mais ouvida!
hoje vi um vÃdeo fofo do coral de uma escola pública (public school 22) cantando a música. eles já até ganharam, depois de 24 horas no ar, um you tube honor por conta do sucesso. vejam que bonitinhos…!
Tags: coral, empire state of mind, p.s.22
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gisela gueiros |
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16 de janeiro de 2010 às 22:49
fim de semana vampiro
a banda vampire weekend está em nova york para lançar seu novo álbum, contra. os shows acontecem amanhã (17/01), no united palace theater, segunda (18/01), no webster hall, e terça (19/01), no bowery ballroom. se anima?
achei esse clipe bem-bom. é da música cousins, dá só uma olhada.
Tags: vampire weekend
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13 de janeiro de 2010 às 1:37
grude
hoje corri na livraria mais próxima e adquiri “committed” [comprometida] – o novo livro de liz gilbert, autora de “eat, pray, love” [comer, rezar, amar]. o mais legal é que, desde já, o livro foi marketeiramente posicionado na seção de best-sellers e, de fato, ele tem de tudo para ser um. o último livro de liz está seguindo os passos de paulo coelho* – vendeu mais de um milhão de cópias e foi traduzido para mais de 30 idiomas…
eu adorei ter lido “eat, pray, love”. a parte da Ãndia dá uma leve cansada, mas, no geral, adoro o jeito que ela escreve. quando, no fim, ela se apaixona por um brasileiro, fiquei comovida. aquilo pra mim foi um sinal de que ela ia ser feliz para sempre! (nada a ver, eu sei…).
ela e o josé – que no livro é chamado de felipe –, os dois divorciados, tinham decidido que não iam se casar. esse era o pacto deles, ambos traumatizados com suas experiências anteriores. mas, um dia, josé foi parado pela imigração americana no aeroporto em dallas, no texas, e os dois tinham apenas uma opção para salvar o relacionamento deles – casar! caso contrário, josé nunca mais poderia entrar nos estados unidos.
logo no comecinho de “committed” liz usa uma expressão/dilema, que eu adorei (e me identifiquei por ter um marido americano) – “a fish and a bird may indeed fall in love, but where shall they live?” [um passarinho e um peixe até podem se apaixonar, mas onde eles vão morar?].
vamos ler?
* vejam a foto abaixo e me digam, o josé não é a cara do paulo coelho?

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gisela gueiros |
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11 de janeiro de 2010 às 4:26
hora mágica
neste domingo, a temperatura média em nova york foi de menos 3 graus (com sensação térmica de menos 11). desumano. marquei de encontrar meu amigo guga chacra para um passeio no parque, mas no tempo que eu levei a pé da saÃda do metrô até a casa dele, meus dedos do pé já tinham congelado! (mesmo eu estando com duas meias calça, uma de lã e outra de algodão).
parei numa loja para comprar outra meia (me senti uma principiante no quesito uniforme de inverno) e lá fui eu, passear no parque. o guga sugeriu que fossemos ao reservatório do central park.

é chocante, porque mesmo com este frio diabólico, vários atletas correm ao redor da água. dá aflição só de olhar e imaginar o ar gelado entrando nos pulmões dos corredores…
mas, de lá, você tem uma vista panorâmica do upper east e do upper west side da cidade – o céu estava azul e as árvores, claro, todas nuas. o reservatório, quase congelado, tinha uma fina camada de gelo – que os patinhos quebravam ao nadar.
no fim do dia, as nuvens foram ficando cor-de-rosa e uma senhorinha, que parou ao nosso lado para apreciar o pôr-do-sol, disse para sua amiga, “this is the magic hour!” [essa é a hora mágica]. e, de fato, aquela era a hora mágica – o momento em que o dia começa a virar noite e as coisas todas ao ar livre se tingem de uma cor iluminada… valeu enfrentar o frio para estar ali, na beira d’água, bem na hora mágica. recomendo o passeio – e muitas meias de lã!

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6 de janeiro de 2010 às 21:23
muvuca
ao contrário de são paulo, em nova york o transporte público é usado pela maioria dos moradores da cidade – principalmente o metrô. mas depois de três anos morando aqui, tenho preferido cada vez mais ir de ônibus.
o metrô é mais cheio, mais sujo e, na hora do rush, fica difÃcil encontrar lugar para sentar. mas a principal vantagem do ônibus, para mim, é poder olhar a paisagem. ah! e tem mais – se o ônibus quebrar, você desce no meio da rua e não num túnel escuro e misterioso (alô, turma do eurostar!).
no mêtro você não vê nada pela janela… já no ônibus, você pode reparar nas casas, nas ávores, descobrir novas ruas por onde você nunca andou e dá até checar emails (iphone/blackberry) e falar no telefone! (bem baixinho, claro).
hoje fiquei pensando que ainda não vi nenhum turista em nova york se aventurando nos bumbas (e talvez por isso eles ainda não sejam tão lotados). os viajantes que vêm de fora quase sempre preferem o metrô, mas fica aqui a sugestão – vá de ônibus. basta ter um mapinha, achar sua parada e… curtir o visual!

serviço:
o mesmo ticket que você usa para o metrô vale para o ônibus (pode ser comprado em qualquer estação de metrô),
ou tenha US$2.25 trocado em moeda e deposite suas moedas na maquininha ao lado do motorista.
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4 de janeiro de 2010 às 22:52
tamanho único
e na categoria ‘mulheres de verdade’, o prêmio ‘editorial mais legal’ vai para… v magazine! a edição de janeiro da revista – que chega à s bancas americanas no dia 14 – traz não só fotos de magrelas, mas, também, de moças ‘normais’.
de um lado vem a foto da modelo e, do outro, a da ‘mais cheinha’ – sempre com o mesmo modelito e mais ou menos na mesma pose. achei o máximo! assim, cada um escolhe o seu partido e fica feliz. quem gosta das desnutridas e acha que o mundo fashion precisa de mulheres-cabide, tá lá. e os que acham bonito ser natural – e menos magra – como geralmente se é, também tem lá sua opção. vejam só:




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gisela gueiros |
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3 de janeiro de 2010 às 18:34
bobagens
meu primeiro post de 2010 vai ser meio piegas – queria falar sobre beleza… naquele livro “como proust pode mudar sua vida”, do alain de botton, que eu já postei aqui, tem uma parte em que ele diz que tudo o que vemos pode ser interessante.
“(…) beleza é algo para ser achado, em vez de passivamente encontrado, é nossa função descobrir detalhes escondidos, identificar a brancura de um vestido de algodão, o reflexo do mar no casco de um barco, ou o contraste entre a cor do casaco e do rosto de um jóquei (…)”
[original em inglês: "(...) beauty is something to be found, rather passively encountered, that it requires us to pick up on certain detailes, to identify the whiteness of a cottn dress, the reflection of the sea on the hull of a yacht, or the contrast between the colour of a jockey's coat and his face (...)"]
lendo essa frase, pensei no casal de fotógrafos alemães bernd e hilla becher (ele faleceu em 2007, ela continua viva), que tiravam fotos de máquinas, construções, edifÃcios industriais e caixas d’água. diferente do fotógrafo francês henri cartier-bresson, que via poesia no “momento decisivo” – onde o artista precisa ter sorte e paciência, estar no lugar certo, na hora certa –, os bechers se interessavam pelo deadpan (uma palavra mais ou menos sem tradução que significa ‘inexpressivo’, ’sem emoção’), na repetição e naquilo que tivesse uma ‘vida’ finita e, muitas vezes, curta. numa entrevista, hilla disse que o trabalho deles está terminado “quando o objeto em si foi destruÃdo”.

como eles apresentam fotos de ‘objetos’ similiares, um ao lado do outro, em série, o efeito é musical – você vê as diferenças sutis entre as partes quando elas estão reunidas. mas, voltando ao livro sobre proust, o trabalho dos bechers convida a gente a ver beleza em detalhes – que talvez passassem despercebidos se não estivessem registrados em fotografia.
eles chamam a nossa atenção para o trabalho dos engenheiros, que estavam provavelmente muito mais preocupados com a funcionalidade dos objetos do que com a estética. e isso é exatamente o que o alain de botton sugere – reparar nas coisas banais do dia-a-dia. falando assim, parece até um post de auto-ajuda…
bernd e hilla começaram a trabalhar juntos em 1959 e todas as fotos são de autoria dos dois – juntos eles escolhiam o local, negociavam com proprietários, preparavam a câmera, revelavam as fotos…
eles inspiraram toda a geração seguinte de fotógrafos alemães – seus alunos andreas gursky, candida höfer, thomas struth, entre outros. também inspirada pelos bechers – e por alain de botton –, achei que prestar atenção nas bonitezas escondidas do cotidiano podia ser um bom começo para este ano. que tal?
os fotógrafos hilla e bernd becher

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gisela gueiros |
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30 de dezembro de 2009 às 13:00
fim de ano com animação
nina paley acredita que cultura deve pertencer a todos e, por isso, a animação criada por ela, ’sita sings the blues’, está disponÃvel na internet para quem quiser assistir e divulgar. um dos detalhes mais legais de ’sita’ é que cada personagem da historinha aparece em várias versões diferentes ao longo do filme.
ainda na linha ‘cultura para todos’, a página ‘wiki’ de nina pode ser alterada por qualquer um. dá uma olhada aqui. e para saber mais sobre o longa, clique aqui. agora, prepare a pipoca e divirta-se!
Tags: nina paley, sita sings the blues
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gisela gueiros |
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28 de dezembro de 2009 às 17:03
quero que você me aqueça neste inverno…
enquanto no brasil a temperatura está entre 22 e 28 graus, aqui em nova york o termômetro marca máxima 6 e mÃnima menos 6… brrrrrr! por essas e por outras, ganhei uma lembrancinha neste natal que me deixou muito mais feliz – e aquecida! trata-se de um dvd chamado yule log – parece bobagem, mas o efeito psicológico do brinquedinho é incrÃvel! a imagem de uma lareira, com efeitos sonoros hiper-reais da madeira estalando, fica aparecendo na tv e pode vir acompanhada – ou não – por músicas tÃpicas de natal. bem brega, mesmo.
na ceia que fizemos aqui em casa, achei melhor deixar só o barulhinho da lareira e todo mundo adorou. uma das amigas mais empolgadas até chegou a fazer uma bolinha com seu guardanapo e ameaçou jogar na tela da tv, com a esperança de que o fogo fosse queimar o papel. é real assim…! e não precisa nem falar que o grupinho brasileiro se aninhou todo bem perto da tv.
custa us$14.99 na amazon. em julho, quando esfriar no paÃs tropical, vocês vão lembrar desse post!

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gisela gueiros |
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22 de dezembro de 2009 às 3:05
amor e ódio
em nova york a gente nunca sabe ao certo a nacionalidade da pessoa com quem a gente lida. o taxista pode ser egÃpcio; o garçom, chileno; a colega de trabalho, russa; a vendedora, canadense; e assim por diante. só que a frieza nova iorquina faz com que, muitas vezes, a gente comece e acabe um relacionamento deste tipo – superficial – sem saber de onde é a pessoa que sentou ao nosso lado no metrô por vários minutos ou de que paÃs vem o tiozinho que nos deu a informação de como chegar ao new museum.
hoje não resisti. estávamos sendo atendidos por uma garçonete super american (leiam com sotaque americanizado, please) e, depois de uma troca de turnos, surgiu um novo atendente com uma pronúncia bem italianada.
perguntei de onde ele era, achando que a resposta seria náaaapoliiii (ler com sotaque, per favore, sacudindo a mão para os céus), mas ele soltou um “i am from ‘ar-rentina’”. contamos que éramos brasileiros, falamos sobre a copa do mundo, a rivalidade entre os dois paÃses no futebol e… finalmente, sobre o amor que sentimos uns pelos outros. isso mesmo.
nessa hora, o nosso garçom nos disse “hay mas brasileños que argentinos en ‘brasilótche’!”. eu adorei o apelido que a estação de ski ganhou e disse “mas lá em búzios também só dá argentino, né?” e ele respondeu “claro, claro! ‘ar-rê-búcios’!”.
no caminho pra casa, perguntei a nacionalidade do taxista, mas esse é um outro post…!
(um poster de mau gosto, bariloche, búzios e nossos times em campo. vai, brasil!)
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gisela gueiros |
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21 de dezembro de 2009 às 3:57
antes tarde
apaixonada pela linha reta, carmen herrera, uma senhorinha de 94 anos vendeu sua primeira tela cinco anos atrás – aos 89! – e, hoje, ela tem pinturas nas coleções de alguns dos melhores museus do mundo, como moma, hirshhorn museum e tate modern. por conta disso, ela estampa a capa do new york times deste domingo.
o artigo do nyt cita uma expressão porto-riquenha, dita por um amigo da artista, que fala “o ônibus sempre chega para quem espera ” (uma versão mais poética do nosso ‘quem espera sempre alcança’) e, ao escutar a frase, carmen disse “estou no ponto de ônibus há 94 anos!”. já pensou?
depois de tanta espera, e do reconhecimento tardio, vale conferir o trabalho dela – que é super geométrico e minimalista.

este post foi uma dica do amigo querido gustavo chacra, que acabou de ganhar o prêmio estadão de melhor blog!
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gisela gueiros |
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cheguei em nova york no começo de 2007 para fazer mestrado em história da arte. até agora não tive vontade de ir embora... aqui vocês acompanham minhas descobertas e passeios pela cidade.








