11 de março de 2010 às 0:26

triangle pose

logo que cheguei em nova york e fui fazer uma aula de yoga, penei bastante com o nome das posturas e das partes do corpo. levei alguns meses para diferenciar queixo de canela, por exemplo – respectivamente chin (lê-se tchin) e shin (lê-se chin).

mas se você chegar a nova york hoje – como turista, estudante ou trabalhador – já não precisa passar pelo mesmo perrengue. e ainda pode se dar ao luxo de praticar em sua própria casa (ou hotel). a brasileira roberta arruga, que estuda yoga desde 1998, dá aulas particulares de vinyasa flow tanto em português quanto em inglês.

a aula pode ser feita por alunos de todos os níveis e tem trilha sonora gostosinha com direito a rolling stones e red hot chili peppers. bom, né? a boa notícia para quem não tem planos de vir pra cá em breve é que, antes do fim do ano, a roberta volta para o brasil – de vez – e vai continuar dando suas aulas privées.

para mais informações, visite o blog dela ou mande um email para roberta.arruga arroba gmail.com

curiosidade: a roberta e eu fomos colegas de classe quando tínhamos 10 anos de idade. a gente se re-encontrou em ny por causa de uma amiga em comum, que me contou que fazia yoga em casa com uma professora chamada beta arruga. o mundo é um ovo… um ovo de codorna!

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(roberta arruga)

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por gisela gueiros
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9 de março de 2010 às 22:13

tudo, ao mesmo tempo, sempre

nova york é como a internet. e eu vou explicar minha teoria – nos dois ‘lugares’ você tem infinitas opções de distração, informação, novidades e contato com outras culturas. sou apaixonada e adoro estar conectada às duas, mas confesso que, às vezes, são tantas possibilidades que acabo ficando sem nenhuma.

em nova york são programas sem fim e lugares novos pra conhecer. moro aqui já faz três anos e ainda não consegui juntar energia, tempo, fé e/ou amigos para ir ao museu hispanic society, por exemplo. ou mesmo ao topo do empire state building. quem sabe neste sábado não dou um pulo lá, se o tempo estiver bom? mas tem sempre a dúvida – será que não vale mais a pena visitar, de novo, a incrível frick collection?

na internet é a mesma coisa. às vezes meu google reader acumula tantos posts não lidos, que acabo não lendo nada. aí tem todos os jornais do mundo inteiro, o twitter, as músicas pra baixar, os emails pra mandar e receber, os documentos para organizar, livros pra comprar, os blogs, as receitas… dá até pra aprender a tocar piano no youtube, gente!

o exercício do ócio fica cada vez mais difícil – e necessário. vou tentar fechar meu lap top agora e ler mais algumas páginas de alice no país das maravilhas… “alice had begun to think that very few things indeed were really impossible.” (alice começou a achar que poucas coisas eram impossíveis de fato).

ps: depois deste post percebi que eu dei uma gafe com a minha própria memória, porque eu já estive no topo do empire state! em 1992, na primeira vez que vim pra nyc. minha mãe até desenterrou umas fotos (com direito a topete) pra ajudar a minha memória fraca. ops!

recently-updated180(o empire state, o mapa de manhattan, um lap top e uma pintura de ingres, que faz parte da frick collection)

recently-updated181(memória fraca. eu já estive no topo do empire state e não lembrava. que vergonha!)

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6 de março de 2010 às 18:01

estatueta

seguindo a linha do post da aninha sobre jeff bridges… vou fazer o meu em homenagem à meryl streep.

sou vidrada no oscar. espero ansiosa pela noite da premiação, faço minhas ‘apostas’ por escrito, torço pelos meus filmes favoritos e reparo nos vestidos das estrelas. comendo pipoca com os mais chegados, o programa fica ainda melhor.

hoje o site daily beast fez uma galeria de fotos com os modelitos que meryl usou em todos os oscars que ela concorreu (desde 1979!). não que ela seja a atriz mais elegante do tapete vermelho, mas, ainda assim, é gostoso ver – tem até ela grávida.

e, só pra constar, estou torcendo pra ela ganhar melhor atriz – sua julia child é melhor que a original!! para quem é fã dela como eu, it’s complicated (simplesmente complicado) é divertidíssimo, super água com açúcar.

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4 de março de 2010 às 1:59

o canadá é legal

meu post de hoje é uma ode aos canadenses – tudo porque o canadá muitas vezes passa batido, ofuscado por seu vizinho. teve até um episódio clássico do south park em que o canadá inteiro decide entrar em greve e nenhum outro país do mundo percebe… dá muita dó!

mas não dá pra negar que quando pensamos no canadá nada nos vem à cabeça de imediato. talvez venha a imagem da bandeira do país, a posição no mapa, a niagara falls ou o frio diabólico… mas não um prato típico, uma dança, uma banda ou uma pessoa. claro que sempre vai ter um ou outro na sala que sabe que a alanis morissette é canadense, mas, no geral, muita gente nascida lá passa a vida sendo tratada pelo resto do mundo como americano.

só para citar alguns dos mais pop – frank gehry, jim carrey, kim cattrall, daria werbowy, linda evangelista, keanu reeves, michael j. fox, jeff wall, pamela anderson, shania twain (ela ainda existe?), avril lavigne, leonard cohen, diana krall, céline dion (ui!), arcade fire e cowboy junkies. alexander graham bell não poderia ficar fora desta lista, afinal de contas o cara inventou o telefone!

as olímpiadas de inverno foram boas pra nos lembrar que os canadenses são os melhores do mundo quando o assunto é hockey ou patinação no gelo. e vancouver, cidade que sediou os jogos, está entre os lugares com maior qualidade de vida – ao lado de viena, auckland, zurique e genebra.

mas quem me inspirou a escrever este post foram os artistas canadenses rodney graham e o casal janet cardiff & george bures miller. toda vez que me deparo com o trabalho deles, fico impressionada. por sinal, a última vez que vi um trabalho da janet e do george foi em inhotim, centro de arte contemporânea perto de beagá. trata-se de forty part motet (2001), uma série de caixas de som organizada em círculo, onde cada uma toca a voz de uma pessoas num coral do século 16. de arrepiar! por essas e por outras é que vale a pena ficar de olho no canadá e no que vem de lá…

recently-updated176(daria, alanis, arcade fire, o time de hockey, jim carrey, pamela anderson, prédio de frank gehry em praga, foto de jeff wall, kim cattrall, vancouver e o casal que ganhou o ouro na patinação no gelo)

recently-updated177(duas fotografias de rodney graham. elas são assim mesmo, de ponta cabeça)

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(forty part motet, trabalho de janet cardiff & george bures miller)

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1 de março de 2010 às 19:45

start spreading the news

enquanto eu preparava minha playlist ufanista, a new york magazine convidou músicos e críticos para selecionar as músicas que melhor representam nova york. segundo eles, a nevasca faz a gente esquecer por que, afinal, a gente escolhe nova york como cidade-destino e estas canções da lista abaixo são bons lembretes de que ny é mesmo um dos lugares mais incríveis do mundo! a lista deles tem 25 faixas, veja minhas sete favoritas:

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28 de fevereiro de 2010 às 14:16

ufanismo no gelo

enquanto brasileiros reclamam do calor infernal deste verão, fevereiro em nova york foi o mês com mais neve na história da cidade desde 1869. por isso, minha playlist de hoje é bem brasileira, para compensar a distância entre toda essa neve e uma praia tropical com um sol de rachar! para acompanhar as músicas, copiei e colei a canção do exílio de gonçalves dias, escrita em 1843, quando o poeta estava estudando direito em coimbra.

canção do exílio
(gonçalves dias)

minha terra tem palmeiras
onde canta o sabiá;
as aves, que aqui gorjeiam,
não gorjeiam como lá

nossos céu tem mais estrelas,
nossas várzeas têm mais flores,
nossos bosques têm mais vida,
nossa vida mais amores.

em cismar, sozinho, à noite,
mais prazer encontro eu lá;
minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá.

minha terra tem primores,
que tais não encontro eu cá;
em cismar - sozinho, à noite-
mais prazer enconto eu lá;
minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá.

não permita deus que eu morra,
sem que eu volte para lá;
sem que desfrute os primores
que não encontro por cá;
sem qu’inda aviste as palmeiras,
onde canta o sabiá.

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28 de fevereiro de 2010 às 14:08

caridade

olha que ótimo – você pode comer quitutes brasileiros em nova york, tomar caipirinha com amigas e ao mesmo tempo ajudar crianças carentes. a instituição brazil child health e sua equipe de voluntários organizam eventos beneficentes em que parte da renda é revertida para famílias brasileiras necessitadas. um dos objetivos da organização é encontrar novas madrinhas para ‘patrocinar’ uma criança – tipo uma adoção financeira. o cocktail girls for good – onde só as moças são bem vindas – acontece no dia 9 de março no restaurante berimbau. para comprar seu convite, clique aqui.

berimbau
43 carmine Street (entre bleecker e bedford)

convite-email

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26 de fevereiro de 2010 às 2:54

nem mais um pio

demorei um pouco, mas caí na tentação do twitter… o miniblog me pegou de jeito e hoje, dois dias depois da adesão, já estou achando tudo antigo e longo demais. de repente, o facebook me pareceu burocrático – muitas imagens, muita informação. o twitter é minimalista, vai direto aos assuntos.

a princípio (ou eternamente?) a ideia de ter que reduzir seu pensamento a 140 caracteres soa claustrofóbica. mas com o tempo – e com a falta de tempo – a gente percebe que tem um lado muito legal naquela leitura dinâmica. até porque várias tuitadas vem acompanhadas por um link. se você se amarrou no tema, pode continuar navegando.

o filósofo francês blaise pascal, antecipando o ’ser ou não ser’ do twitter, disse no século 17, “se eu tivesse mais tempo, teria escrito uma carta mais curta”. genial a frase que consegue definir, em menos de 140 caracteres, a essência do twitter. no twitter, menos é mais. mais simplesmente não cabe!

ao fazer a curadoria da sua página (escolher quem você vai seguir), o twitter se transforma num google reader lipoaspirado – para uma leitura ainda mais concisa. você tem lá postinhos frescos feitos pelas pessoas/publicações/marcas mais incríveis – direto da fonte – sobre assuntos variados.

mas melhor que as notícias em primeira mão, são os miniposts passa-tempo, como os poemas de fabrício carpinejar ou os haikais de millôr fernandes. estou me sentindo meio antiquada por falar do twitter só agora, mas pra você que já é phd no assunto e ainda não segue a gente, corre lá e encontre as minas de ouro, ou esta que vos escreve…!

recently-updated174(o passarinho do twitter, uma imagem de blaise pascal, uma baleia sendo carregada pelos tuiteiros e uma tuitada do carpinejar)

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25 de fevereiro de 2010 às 1:18

chega mais, chega mais! (já dizia rita lee)

vou fazer um resumão de um artigo muito bom que saiu hoje no new york times sobre a importância do contato físico (chamego) entre as pessoas. basicamente, a matéria fala de pesquisas que provam que quem encosta nos outros pode ser mais feliz, mais presente, mais satisfeito ou até mais bem sucedido que o resto. vejam só:

os alunos que recebiam um tapinha nas costas de uma professora participavam muito mais da aula do que os alunos que não foram tocados.

para os pacientes que ganharam um abraço do médico na consulta, o encontro com o doutor pareceu ter sido bem mais longo do que para aqueles que não receberam o afago.

tudo porque o toque é a primeira língua que nós aprendemos – e ela é universal. claro que a comunicação não-verbal vai além do toque – cara feia aqui, na bolivia ou na china é cara feia. o mesmo vale para uma voz suave…

mas a parte mais legal dos estudos conduzidos envolve esportes e relações amorosas.

os times que se ‘tocam’ mais, vencem mais (o que gera a pergunta tostines. “eles vencem porque se tocam ou se tocam porque vencem?”). além disso, os jogadores mais pegajosos são geralmente os melhores do time!

quando a pesquisa foi feita com casais, que tinham que falar de uma fase difícil na relação, os casais que mais se acariciaram eram os mesmos que diziam estar satisfeitos com o namoro/casamento. de novo, a pergunta tostines cai como uma luva.

do ponto de vista científico, a explicação parece simples – receber carinho libera um hormônio chamado ocitocina, que ajuda a criar a sensação de confiança e reduz o stress. já pensou!? vamos todos nos abraçar djá!

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24 de fevereiro de 2010 às 13:14

ópera, animação e um conto russo – tudo ao mesmo tempo

se você está de malas prontas pra nova york, ou mora na cidade, corra para o site da metropolitan opera comprar seu ingresso pra ópera “o nariz”!

durante o mês de março estará em cartaz por lá uma produção que o artista sul-africano william kentridge (a gente ama ele!) fez da ópera de shostakovich, baseada num conto de nikolai gogol. na história absurda, o personagem principal – kovalyov – acorda um dia sem seu nariz. pouco depois, kovalyov encontra seu nariz na rua. mas por ter arrumado um emprego melhor, ele se recusa a voltar para o rosto do dono… e por aí vai. (checov descreveu “o nariz” como o melhor conto da história)

durante a performa (festival de performances de nova york) do ano passado, tive a chance de ver kentridge em ação, no palco, encenando uma versão curtinha dessa história (chamava ‘i am not me, the horse is not mine) e foi o máximo! na ópera, vários momentos serão apenas de animação (incríveis, feitas pelo kentridge) e música – sem atores ou cantores.

outra boa notícia é que também está em cartaz no moma uma exposição de kentridge até dia 17 de maio.

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23 de fevereiro de 2010 às 14:59

piegas é pouco

a patinação no gelo é a novela mexicana das olimpíadas de inverno. o drama e a ‘forçação’ de barra aparecem em todos os detalhes, sem exceção – a trilha sonora, as roupas, o jeito que os casais-atletas se olham, as poses, as caras e bocas, os gran finales… mas preciso confessar que não mudo de canal quando a patinação está passando (segue até dia 28 de fevereiro as olimpíadas de inverno de vancouver).

no meio dos outros esportes – muitos deles radicais –, a patinação está entre os mais suaves. por ser um esporte tão kitsch e coreografado, dá uma tristeza ver as moças todas fantasiadas caindo de bunda no gelo – parece menos natural do que um acrobata de ski equipado, que depois de saltar não sei quantos metros de altura e dar três cambalhotas no ar, se espatifa no chão e levanta como se nada houvesse.

por outro lado, uma queda com a música do fantasma da ópera ao fundo (era essa a trilha do casal americano que ganhou medalha de prata) sempre será mais dramática do que um tombo silencioso! enfim… vejam alguns dos modelitos desta edição e me digam se há no mundo algo mais cafona. e a quem interessar possa, foi o casal canadense que ficou com a medalha de ouro.

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22 de fevereiro de 2010 às 2:14

extra! extra! o museu está vazio!

bobear, foi isso que o arquiteto frank lloyd wright sempre sonhou – ver o prédio do museu guggenheim (projetado por ele) sem arte na parede. o trabalho ‘this progress’, que está em cartaz no gugg neste momento, não tem um objeto sequer. o responsável por isso é tino sehgal, um artista inglês que tem como objetivo resgatar as relações humanas.

quem sobe a rampa do museu recebe um aperto de mão de uma criança que tem cerca de 10 anos de idade. logo em seguida, a mini pessoa lança uma pergunta para você. a conversa começa (se você estiver afim) e pouco depois você é apresentado a um adolescente, que continua te conduzindo rampa acima e… quando você acha que se enturmou, chega um adulto. o assunto proposto pelo adulto é mais complexo do que a pergunta que a criança te fez no começo (o que é progresso?). depois disso, uma pessoa idosa (todos professores de universidade) te conduz até o último andar do museu trocando idéias sobre temas filosóficos, como felicidade.

a matéria prima do trabalho de tino sehgal são as pessoas e as possíveis discussões entre elas. tino gosta do imaterial (ele é bailarino e economista) e tudo em seu trabalho acontece de forma oral. não há plaquinhas na parede, nem press release. o que você leva quando sai do museu são suas memórias… o único registro do trabalho é feito na cabeça de quem vê (fotos são proibidas).

‘this progress’ é um passeio curioso e muito interessante. principalmente em tempos de conscientização ecológica. sem usar material algum (por isso, não poluente) ele conduz os visitantes com conversas complexas e faz a gente repensar consumo e arte.

para se ter uma idéia do quão excêntrico tino é… ele não viaja de avião e não tem telefone celular. acreditem se quiser – ele veio da europa pra cá num navio!!! fica no ar até 10 de março.

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17 de fevereiro de 2010 às 13:06

pacífico

você sabe o que o nirvana (banda), a microsoft, o starbucks, o jimi hendrix e a amazon.com têm em comum? todos são originais de seattle, capital de washington, no noroeste dos estados unidos. e foi para lá que eu fui no fim de semana do valentine’s day.

seattle me pareceu uma mistura de chicago e san francisco. lembra chicago por conta dos prédios altos, das ruas largas, da limpeza das calçadas e da energia da cidade. já os sobe-desce das ruas íngrimes, que sempre acabam na água, e o céu nublado tem o jeitão de san francisco.

seattle também é conhecida por suas ostras frescas e caranguejos gigantes, por ser o pit-stop de quem vai para o alaska e por ser a terra do grunge (a quantidade de gente de camisa xadrez me chamou a atenção). mas além da boa comida, seattle vale a pena por conta da arquitetura. meu lugar favorito na cidade foi a biblioteca (seattle central library) projetada pelo arquiteto holandês rem koolhas – o mesmo que fez a loja da prada no soho, em ny.

tinha fila na porta para entrar na biblioteca no domingo ao meio dia – hora que o espaço abre para o público. em poucos minutos, as mesas estavam tomadas, os laptops ligados e os moradores da cidade circulando pelo espiral que conecta os andares do prédio. nesta hora, meu marido me contou que seattle é a cidade mais alfabetizada dos estados unidos.

mas voltando à arquitetura, também vale a pena visitar a igreja com projeto do arquiteto steven holl e a ’space needle’ (espaço agulha), cartão postal da cidade, de onde se tem vista 360º de seattle. para badulaques e comida fresca, dê um pulo no mercadão. agora o detalhe mais importante em seattle é mesmo o guarda-chuva – a garoa deles deixa até os paulistas impressionados… por isso, a costa oeste – west coast – é carinhosamente chamada de ‘wet coast’ – costa molhada!

recently-updated164( a biblioteca, o mercado, a agulha e a igreja)

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13 de fevereiro de 2010 às 16:43

cha-cha-cha horizontal

este domingo no hemisfério norte é dia dos namorados (14 de fevereiro, valentine’s day). enquanto isso, no brasil, é carnaval. por isso, o artigo do new york times, sobre comidas afrodisíacas, cai como uma luva – serve para as duas datas!!

o artigo traz algumas informações bem curiosas. uma pesquisa revelou, por exemplo, que cheiro de cereja desestimula a libido feminina, assim como carne assada no carvão (atenção, churrasqueiros!). já chocolate, famoso por ser estimulante, só faz efeito se for consumido em quantidades extremamente exageradas (10% do seu peso).

a jornalista sarah kershaw também lista alimentos que remetem a sexo, mesmo que não sejam afrodisíacos. aspargos, figo e pepino, segundo ela, tem aparência similar à genitália das moças e dos rapazes. enquanto caviar, trufas  e foi gras são afrodisíacos por serem raros e luxuosos. já a ostra, ao ser sugada para fora de sua concha com a boca, entra para a turma dos alimentos sensuais.

os afrodisíacos de fato, de acordo com a matéria, são pimenta (chili peppers), abacate, hortelã, baunilha e açafrão. para os homens (americanos, pelo jeito), doughnuts aumentaram o fluxo sanguíneo das partes baixas.

no geral, segundo a autora do livro ‘the joy of sex’, o verdadeiro viagra gastronômico é o vinho – viva dionísio! mas o artigo usa uma frase de sheakespeare, em macbeth, para alertar: álcool “provoca o desejo, mas estraga a performance”… pra ler o artigo na íntegra, clique aqui. já o ovo de codorna, eternizado por luiz gonzaga como um viagra natural, não foi citado no artigo…

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8 de fevereiro de 2010 às 0:05

dá um google nele

hoje os estados unidos pararam para assistir a final do super bowl. e eu, que não me animo muito com o esporte, amei a propaganda do google, que passou no intervalo… olha que legal:

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