little art
quando pequenos, brincamos com mundos em miniatura - carrinhos, bonecos, cidades de lego, casinhas de bonecas, joguinhos de chá, panelinhas… quando crescemos, estes mesmos brinquedinhos viram coleções que todos adoram.
por que será esta fascinação com coisas pequenas? conheço colecionadores de mini cadeiras, bonequinhos da disney, mini louça de porcelana ou murano, casinhas de bonecas que são verdadeiras obras de arte e aposto que ninguem deixa os filhos brincarem com elas.
a fascinação atinge o cinema, a tv e a literatura – com alice de lewis carrol, quando toma as poções de encolher e crescer, nas viagens de gulliver, na história de jack e o pé de feijão, com o gigante, e no seriado que já foi famoso, há muuuiiito tempo - que se chamava terra dos gigantes.
eu também fico fascinada por artistas que trabalham com miniaturas. aqui no brasil temos os ótimos de janete musatti - que usa objetos em tamanhos reais em contraste com miniaturas fabricadas. nelson lerner, que faz os fantásticos mapas com mini stickers de cartoon como mickey, piu piu, meninas superpoderosas…

jeanete musatti - página do livro de miniaturas, lançado reentemente.
os que usam ocasionalmente, como o vik muniz que fez uma alice toda de brinquedinhos de plástico, e o efraim de almeida, que na última sp arte fez uma parede de insetos em madeira maravilhosa. pena que eu não tenho a imagem completa…

nelson lerner - imagem da campanha da vodka absolut - detalhes de uma aplicação de stickers - objeto de desejo, um mapa mundi de stickers.
entre os estrangeiros, a argentina liliana porter com umas mini esculturas a la jeanete, muito bem humoradas.

liliana porter -blue fabric - human labor - black rope.
as intervenções urbanas, em fotos de slinkachu - little people in the city -, o design do belga dimitri vangrunderbeek em colaboração com d&alab para produzir um lindo aparador com dobraduras de aço com miniaturas de bonecos.

slinkachu- imagens do livro - little people in the city - com intervenções urbanas de miniaturas. mexendo com as proporções

dimitri vangrunderbeek - aparador em colaboração com d&alab
mas como dizem os filósofos - nada é grande ou pequeno em si, a não ser quando comparados a outra coisa.
Tags: d&alab, dimitri vangrunderbeek, efrain de almeida, jeanete musatti, liliana porter, miniaturas, nelson lerner, slinkachu, vik muniz
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regina strumpf |
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13 de fevereiro de 2010 às 10:10
enjoy the ride
que tal ir na contra corrente de viagens cada vez mais rápidas e aproveitar. como dizem os livros de auto ajuda - o importante é a jornada e não o destino…
cem anos atrás nada era mais chic viajar de zeppelins, tinha voos entre paris e rio de janeiro! mas com o desastre do hindenburg, que explodiu no ar, e o surgimento dos aviões a jato como opção, e as viagens de navio, o zeppelin se viu rebaixado a sobrevoar jogos em estádios com o logo goodyear ou para passeios turísticos sobre grandes atrações, como gran canyon, no colorado ou monterey bay, na california.
agora os zeppelins voltaram, aproveitando o embalo da sustentabilidade – com a economia de gasolina – e muito mais seguros, com upgrade no design. firmas como boeing, airship inc, aeros corp – americanas – world skycat – inglesa – estão investindo na volta do zeppelin para voos comerciais.
jean marie massaud – designer francês – criou o manned cloud para a francesa onera. um novo conceito em airship. um hotel no ar com cabines luxuosas e instalações espaçosas, que parecem uma grande baleia branca. o grande barato é voar baixo, com vistas maravilhosas da terra, dando a volta ao mundo em 3 dias!

reserve sua passagem! este ano já vai ter voo. programa para quem tem muuuito tempo ªo que significa muuuuito dinheiro!)
enjoy the ride!!!!
Tags: aircraft, jean marie massaud, manned cloud, onera, zeppelin
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regina strumpf |
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30 de janeiro de 2010 às 14:27
code live - arte e tecnologia
code live é um evento de arte com instalações em novas tecnologias na emily carr university of art and design em vancouver.paralelo as olimpíadas de inverno, que será em fevereiro, a exposição tem como tema conectar, criar e colaborar.mais de 40 instalações de artistas de diferentes partes do mundo, entre eles raquel kogan representando ela mesma, vai exibir mo_ving, uma video-instalação que esteve no Transitio México e no Sesc Pompéia. apesar de brasileira o governo não dá apoio nenhum. mas isto já é outra história…
situada no centro da granville island, a emily carr university, tem uma grande reputação de inovação em artes e tecnologia. no code live 2 os trabalhos focam em participação, exploração e pesquisa. nesta exposição interativa todo o campus vai ser ocupado por experiências inter conectadas e o espaço ao redor da universidade, terá uma serie de intrigantes experimentos desenvolvidos pelo code.lab que vai discutir como a tecnologia cria dialogo e participação e as questões - quem está sendo observado e quem observa? os meus favoritosdune 4.0: studio roosegaarde (netherlands) - instalação de um jardim com milhares de fibras óticas que se iluminam com o movimento e som das pessoas.
artificial moon: wang yu yang, curated by li zhenhua (china) - uma lua artificial criada a partir de caracteres chineses suspensa na paisagem.
vested: don Ritter (Canada) - visitantes encontram uma tela enorme de 12m, com imagens de museus, prédios públicos, antigos e museus famosos. um casaco militar está pendurado num pedestal, quando vestem a roupa, as pessoas passam a fazer parte da projeção, sempre iliuminados por um foco verde.
we are stardust: george legrady (Canada) - uma instalação com que usa sensores infravermelho que conecta em tempo real a audiência com o espaço com vistas do céu de 2003 até hoje.
ECO ART:
mo_ving: Raquel Kogan, curated by Claudio Rivera-Seguel (Brazil/Chile)
sucesso raquel!!!
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regina strumpf |
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20 de janeiro de 2010 às 17:17
uma cadeira é só uma cadeira…
“desenhar uma cadeira é mais difícil do que projetar um arranha céu”, dizia mies van der rohe, um dos arquitetos da bauhaus, que pregava que a forma segue a função. mies também é pai de uma das cadeiras mais bonitas já feitas até hoje, a barcelona.
já sabem que eu gosto, e muito, de design. quando a monica figueiredo, editora da revista licia, pediu que eu escolhesse 100 cadeiras e escrever sobre o assunto, foi muito difícil… que dúvida… que responsabilidade…
editei o artigo e coloquei só as minhas top 10 de hoje, por que amanhã… tudo pode mudar! e com certeza esqueci de muitas cadeiras. se quiserem ver todas as selecionadas comprem a revista, edição nº 3, hehehe…

no alto a direita, no sentido horário: cadeira caruaru amarela de marcelo rosembaum para micasa, cadeira plywood preta , simplicidade em madeira de joaquim tenreiro, cadeira setu lançamento da herman miller, clay laranja de maarten baas, cadeira emeco desenvolvida para a marinha dos eua, cadeira amarela no quadro de van gogh, lizz de piero lissoni em tecnopolímero vermelho, linda a lcw de charles eames e a juliana de aristeu pires.
fui olhar em casa as cadeiras que tenho. bom, as minhas cadeiras da sala de jantar não têm design nenhum e são pesadas. dia sim, dia não, meus filhos reclamam delas. mas é o lugar onde mais conversamos e onde, quando o dudu cozinha com os amigos, ficamos horas na mesa batendo papo. e no sítio… não são nem cadeiras, são aqueles bancões de madeira. para quem fica no meio é uma tortura sentar ou levantar. e, mais uma vez…é naquela varanda, debaixo das mangueiras, ao lado do fogão de lenha, já fizemos almoços inesquecíveis que duraram horas.
portanto, se você tem uma família legal, bons e queridos amigos, às vezes uma cadeira… é só uma cadeira.
Tags: aristeu pires, charles eames, herman miller, kartell, maarten baas, marcelo rosembaum, mies van der rohe, piero lissoni, revista licia
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regina strumpf |
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6 de janeiro de 2010 às 22:16
novo ano novo
depois de um fim de ano gostoso na praia vermelha, sem tv, sem iluminação artificial na praia, caminhadas as sete da manhã para fingir que a praia deserta é só minha! que mais podemos querer? reinventar a vida. que tal!
a próxima década, apesar do fracasso da cop na dinamarca, será sem duvida da sustentabilidade. assim vou começar o ano com um objeto de desejo para uma vida carbono zero: a mosquito bike, uma bicicleta elétrica da toto design criada por dois designers alemães; tom mudra e hans tobias.
além de linda, leve- feita de uma liga de cromo e aço- é movida por uma bateria de lithium - que é baratíssima de recarregar - para compensar os 4 000 euros - e chic. já pensou se todos pudessem só andar de bicicleta ou mosquitos nas ruas de sp? sem poluição nem transito! sonhar é bom…

mosquito eletric bike - toto design
deixo aqui um novo-ano-novo para todos e um protesto: contra a proibição, na cop, da entrada das ongs nos debates. políticos não gostam de serem contestados por quem sabe do assunto.
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25 de dezembro de 2009 às 10:54
tim burton no moma

"the art of tim burton"; ilustrações para o personagem edward scissorhands - johnny depp - e o índice do livro.
quem não foi na exposição do tim burton no moma, pelo menos entre no amazon já, e se dê de presente, você merece! a ana não sabe mas ela trouxe para mim de ny!!!
é maravilhoso, são 40 anos de material que nunca foi pensado em ser exposto; notas; guardanapos; ilustrações; personagens de seus filmes, etc…tudo acompanhado de um lindíssimo projeto gráfico e depoimentos de atores que trabalharam nos filmes. o material foi selecionado por seus amigos e colaboradores, que sempre pressionaram tim burton a expor todo este acervo.
ele, assim como fellini, desenhava todos os personagens de seus filmes; edward scissorhands, beetlejuice, alice no país das maravilhas (seu ultimo sucesso ainda não lançado), noiva cadáver, marte ataca, big fish e batman returns entre muitos outros. aliás o melhor do batman de tim burtons são, como sempre, os personagens bizarros como o pinguin, a mulher gato e o coringa. o batman bom é o último, do c. nolan.

personagens de alice; the red queen - helena bonham carter - mulher de tim burton; the mad hatter - johnny depp. personagens de batman returns mulher gato - michelle pfeiffer e penguin - danny devito
seguem pequenas amostras do livro, que aliás é um tijolaço, 430 páginas. só os corajosos trazem na bagagem.

aquarelas e um cartão de aniversário.
foi muito difícil escolher sómente algumas ilustrações, tem muita coisa boa, eu adoraria ter um na minha parede.
bjos a todos e um ótimo 2010!
Tags: alice no país das maravilhas, batman returns, danny devito, edward scissorhands, helena bohan carter, johnny depp, michelle pfeifer, moma, noiva cadáver, the art of tim burton, tim burton
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9 de dezembro de 2009 às 13:27
5 livros - lista de natal
adoro listas! vou começar com uma de interesse pessoal – os cinco livros que eu gostaria de ganhar de natal. hehehe! além de colocar mais um post, ainda dou sugestões para mim mesma. se bem que qualquer um pode usar minha lista!!!
afinal sou muito generosa. segue a lista:

sem ordem de preferência: 50 vestidos que mudaram o mundo; louis vuitton: art, fashion and architectural; the private world of yves saint laurent and pierre berge; sister parish - a mãe da decoração ; hue de kelly wearstler - a nova queridinha da decoração
e mais uma sugestão que eu vi na t magazine “woman as design: before, behind, between, above, bellow”. interessante; o texto diz que normalmente associamos design com coisas - cadeiras, sapatos, acessórios - do que com o corpo, neste caso o feminino. explora a inspiração das formas voluptuosas femininas no design - desde a garrafa de coca-cola, o ford mustang, até a arquitetura de zaha hadid. a capa, eu achei feia, mas dentro tem imagens bonitas. vamos pagar para ver?

Tags: 50 vestidos que mudaram o mundo, hue, kelly wearstler, livros para o natal, louis vuitton, pierre berge, sister parrish, yves saint laurent
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regina strumpf |
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6 de dezembro de 2009 às 17:59
cozinha de lego
é incrível como a lego conseguiu se reinventar e sair do buraco. a fábrica de brinquedos escandinava que já distraiu muitas crianças- os meus por exemplo- e pais também - nós por acaso- estava a um passo de falir e de repente ela está com tudo; de tocador de i-pod, roupas e relógios de castelbalzac, acessórios de cabelo no desfile do marc jacobs, kits com a famosa fallingwater-house do frank lloyd wright, etc…tudo isto já apareceu nas antenadas minas de ouro. procurem…

novos produtos lego
agora é lego na decoração. a dupla chamada munchausen, formada pelos designers franceses simon pillard e philippe rosetti, fizeram uma cozinha básica na ikea e depois passaram dias forrando o balcão com 20 000 peças de lego.

bancada feita com 20 000 peças de lego!!!!!!!!!!
espero que a lego tenha patrocinado, por que não é nada barato. por outro lado que delícia ficar dias brincando de lego…até a google já prestou sua homenagem a lego nas suas vinhetas.

banners da google, tocador de i-pod e entradas usb de lego.
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3 de dezembro de 2009 às 21:39
consumo&arte
somos uma sociedade de consumo, não podemos negar. como resolver isto numa nova era ecológica/anticonsumo? minha sugestão; vamos gastar nosso suado dinheirinho em coisas mais duráveis. investir em arte!
ah vão dizer, mas é besta né. não sou. quer coisa melhor do que gastar em arte!?
bonito; todo mundo - pelos menos os amigos - podem apreciar - o que é democrático.
durável; ninguém joga fora, no máximo vende ou dá.
e ainda pode virar um mecenas; descobrir um novo andy warhol, jeff koons, francesco clemente ou damien hirst todos artistas da gagosian…

fachada da gagosian store, madison ave, 988.
o colecionador e galerista americano, foi considerado, pela revista inglesa art review - o maior businessmen de arte do mundo - e sabe como ele começou? vendendo posters na ucla, em los angeles aonde estudava. que tal?
existem gagosian gallery em los angeles, londres, roma, atenas e 3 em nyc. a da rua madison, 988, em ny, abriu uma gagosian shop para vender seus artistas em preços mais acessíveis, e nem tão acessíveis assim! têm desde posters e camisetas a partir de U$ 20 até U$ 8 000 por um vaso de cachorrinho do jeff koons.

detalhes do interior da gagosian store
e tem mais, nem comprar precisa, ficar só olhando é um grande prazer!!!!

alguns produtos; poster da cindy sherman; livro de richard serra; vaso de flores de jeff koons; quadro e escultura de damien hirst assim como a camisata de borboletas.
aqui no brasil tem várias galerias investindo em obras com preços mais acessíveis; monica filgueiras com o livro em edição limitada da monica vendramini e a ultima exposição do fernando ribeiro; baró cruz e renato de cara na mezanino com jovens artistas; e a choque cultural com seus grafites são alguns exemplos.
Tags: carolina vendramini, cindy sherman, damien hirst, fernando ribeiro, francesco clemente, gagosian gallery, gagosian store, galeria baró cruz, galeria choque cultural, galeria mezanino, jeff koons, monica filgueiras, renato de cara, richard serra, wandy warhol
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25 de novembro de 2009 às 17:21
townhouse da droog
venho pensando em diminuir, não em tamanho, claro, senão viro anã, mas nas coisas que tenho, na casa…adoro a minha casa, mas está na hora de procurar alguma coisa menor. sempre gostei daquelas townhouses que tem em ny e londres, um mini prédio. pesquisando vi qua a droog vai lançar estas casas na design miami em dezembro.

corte da townhouse da droog
a holandesa droog, firma de design que eu adoro, vai apresentar sua primeira casa, especialmente desenhada para eles, pela firma de arquitetura japonesa atelier bow wow. - o nome é ótimo!

patrocinada pela associação de casas de amsterdam, a casa, tipo townhouse, tem uma fachada bem simples, que esconde um incrível interior, todo decorado com as peças da droog. pensada para solteiros, uma familia moderna ou como casa de hóspedes, o projeto com 180m², tem layouts exclusivos para cada cliente com espaços que vão se encaixando um no outro sem separações, formando espaços para circular.

quartos privados, como a master suite; um quarto de hóspedes opcional; banho; cozinha balcão . tudo com paredes a prova de som, criam ambientes que juntam convivência e independência, espaço e intimidade.

se vier já decorada, e tem que saber o preço, né! quem sabe entro na fila…
Tags: 180m², ateliier bow wow, design miami, droog, townhouse
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regina strumpf |
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13 de novembro de 2009 às 15:04
se você é bege
já falei muito em cores, como usar, o que representa cada uma… mas tenho que admitir que muitas pessoas não sabem ou não gostam de casas coloridas. para quem tem convicção de que não pode conviver com cores, ou sabe que gosta mesmo é dos tons neutros, seguem algumas sugestões:
- lembre-se de que neutros não são só brancos e crus, mas toda a gama de marfim, linho, kakhi, gêlo, beige, areia, palha, cinzas, etc…

- misturar uma variedade de materiais e texturas nos mesmos tons torna o ambiente mais interessante. use madeira, laca, metal e vidro com tecidos naturais. um perfeito equilíbrio de materiais faz as melhores decorações.
- brinque com os opostos. quando tiver um piso com brilho, use tecidos com tramas foscas, se tem tapetes sem brilho, coloque brilho nos tecidos como veludos e sedas.

- busque inspirações na natureza. use conchas, pedras, ossos e objetos inesperados como ramos de algodão, galhos e troncos de madeira, com formas bonitas, encontradas ao acaso, como peças decorativas.
- texturas devem ser usadas no lugar de cores num esquema monocromático. No lugar de toques de cores nos acessórios, use tecidos, brilhos e tramas diferentes como sedas, linhos, tweeds, veludos, damascos, algodões…tudo nos mesmos tons.

- paredes são ótimas para brincar com texturas. podem ser laqueadas, ou texturizadas com pinturas, forradas com tecidos como sedas e linhos ou ainda com pápeis de parede que imitam palhas, sedas rusticas, adamascados ou estampas monocromáticas.
-iluminação é crucial em qualquer ambiente. numa decoração tom sobre tom, com diversos brilhos e texturas, ela deve refletir em uns e criar sombras interessantes em outros. Invista numa boa iluminação.
-assim como no uso de cores, texturas devem ser usadas sem exagero. saber aonde começar é importante, mas o mais importante é saber quando parar. aliás isto se aplica a tudo!
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regina strumpf |
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1 de novembro de 2009 às 11:54
olafur eliasson
a primeira vez que eu vi um projeto do olafur , foi o sol de luzes artificiais, instalado dentro do grande hall do tate modern, em londres. achei o máximo, super inglês. um povo que adora falar do tempo, faz concurso dos melhores jardins, mas vivem num pais em que 60% do ano, o céu é cinza, instalar um sol gigante tem tudo a ver…ao mesmo tempo criei uma fantasia de que ele era alemão, baixo, gordo e careca, sei lá por que, achei que o nome era de velho!
grande engano, ele é dinamarquês, tem 42 anos, magro e é bonitinho…nem sabia direito quem ele era. minha amiga raquel kogan foi quem primeiro me falou dele: ” o primeiro contato que tive com a obra do olafur, foi atraves de um texto crítico, por incrível que isso pareça. fiquei fascinada pela descrição e conceituação ali contidas. e fui a caça dos trabalhos. aí foi paixão total, pelo trabalho, pela pesquisa, a diversidade de mídias. e essa é a sua caracteristica, para mim, mais fascinante: o experimento, a pesquisa, a coragem de”.(raquel kogan)

olafur eliasson no tate modern - the weather project 2004
o projeto do sol no tate faz parte do the weather project ( 2004). o eliasson é hoje um dos mais importantes nomes da arte comtemporânea, suas obras e instalações são como um laboratório para pensar, sentir e perceber como nos relacionamos com a natureza.
o ano passado fez a instalação the new york city waterfalls, literalmente instalou uma cachoeira embaixo da ponte do brooklin. maravilhoso! quem viu pirou. (eu não vi, snif, snif) sua ultima instalação foi inaugurada agora em outubro, no instituto inhotim, minas gerais. viu só, nós também temos…

olafur eliasson- em cima- nyc waterfalls, de dia e de noite,embaixo da ponte do brooklin. olafur o próprio. no moma em ny ano passado. um grande espelho concavo. pavilhão em inhotim.
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regina strumpf |
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21 de outubro de 2009 às 16:17
ópera&arte
para quem ama ópera, para quem ama arte ou para quem ama “couture” , a new york city opera, enquanto se prepara para a nova estação de óperas, está expondo alguns de seus figurinos, que representam anos e anos de história, ficção, dramas e romances.
nos últimos meses, para marcar a grande renovação em sua casa, o lincoln center, deu carta branca à artista e.v.day para a instalação temporária de 13 figurinos , de óperas famosas, no grande pé direito da “promenade” do nyco.

new york city opera - convite da exposição com o vestido de "carmem" de bizet
artista conhecida por transformar roupas em esculturas, day descreveu seu trabalho como; “pinturas futuristas abstratas em tres dimensões” . ela faz uma leitura de como as roupas podem impor e definir um comportamento social, principalmente nas mulheres. um bom exemplo foram suas instalações anteriores; bridal fight e bombshell

new york city opera - vista geral da exposição
ao som das óperas os vestidos maravilhosos de “carmen” de bizet, mimi de “la bohème”, violetta de “la traviata” …são suspensos por milhares de metros de linha de pescador , como todos os trabalhos da artista, presos aos vestidos por meio de ganchos especiais em circulos no ar. assim eles ganham vida, só que com pessoas invisíveis.

nyco- algumas cenas da montagem da exposição
a exposição abre no dia 6 de novembro e fica até o final da estação de óperas no final da primavera.
os vestidos são couture, feitos a mão, bordados intricados, contas minúsculas , nada é colado, detalhes que passam despercebidos mas que podem ser considerados arte. e.v. day disse sobre a exposição:“o que me ajudou a dar novas formas a estes figurinos, foram todas as evidências de vida que achei dentro deles: as múltiplas alterações, marcas de suor, manchas nas barras de arrastar estas peças através do palco tantas vezes, de maquiagem nos colarinhos e decotes e camadas de etiquetas costuradas dentro dizendo por quem e quando foram feitos, quem usou, a produção, palcos onde foram usados…eu quis reanimar estas vidas”.

"bride fight" instalação de dois vestidos de noiva suspensos numa briga. pelo vestido ou pelo noivo!

instalação de e.v.day no whitney na bienal de 2001- réplica do vestido branco de marylin monroe em "seven years itch".
dá para se encantar pela beleza e criação até para quem não se liga muito em óperas, como eu. desculpem a falta de cultura. tem uma ópera que é especial para mim, “carmina burana” de carl off, que eu ouvia muito em casa por ser uma das favoritas do meu querido pai.
Tags: bombshell, bride fight, carmen de bizet, couture, e.v. day, exploding couture, figurinos de óperas, la bohème, la traviatta, lincoln center, new york city ópera, whitney museum
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13 de outubro de 2009 às 21:08
rosenbaum: suécia no nordeste
marcelo rosenbaum, um querido, alto astral e talentoso arquiteto, conseguiu o prodígio de criar uma coleção, exclusiva para micasa, com essência brasileira, sem usar palha, indio, samba ou futebol… com qualidade de móvel sueco.
experimenta passar passar a mão no móvel, parece seda de bem acabado… aliás no lançamento me disseram que é a mesma industria que fabrica algumas linhas da ikea, a tok&stok sueca.
a linha se chama caruaru e mistura elementos da feira de caruaru, tradição pernambucana, com literatura de cordel. pinus clarinho, dos móveis clássicos noruegueses e suecos, com as cores do agreste. as cores e os nomes são ótimos; amarelo sol do agreste, azul céu do agreste, cinza guará, verde mandacaru, preto carcará ou laranja caju.
tem que pronunciar com sotaque!

coleção caruaru para micasa: estante, monte como quiser, cadeira amarelo sol do agreste, armário azul céu do agreste, poltrona e puff, buffet branco.
a coleção tem 18 itens: mesas, poltronas, banco, cadeira, raque, estante, bufê, armário e até cabide e lanterna de chão (luminária). alguns podem ser estampados com as xilogravuras exclusivas de j. borges, mestre na ilustração da literatura de cordel, também criador do logotipo caruaru.
adorei! para uma casa jovem, moderna, casa de praia e até misturado com irreverência num ambiente minimalista.
palmas para o marcelo e para o hussein, da micasa, que vem acreditando no design brasileiro.
Tags: feira de caruaru, ikea, j. borges, literatura de cordel, marcelo rosenbaum, micasa, móveis suecos
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regina strumpf |
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12 de outubro de 2009 às 17:23
seja simples
simplicidade é a palavra do momento, que todos devem adotar na vida. a questão do aquecimento global veio para ficar e com isto uma mudança radical nos hábitos, o que inclui uma redução no consumo e quanto vamos conseguir simplificar a nossa vida.
mesmo o mercado de luxo, do luxo óbvio, está numa direção mais discreta, se preocupando com a não ostentação. nada mais de “bling, bling”, temos de cair na real cada vez mais de que desperdício e ostentação vão na contracorrente da sustentabilidade, e que tem tudo a ver com simplificar.
a maneira mais fácil de simplificar é reduzindo; quando estiver em duvida, exclua. você pode aplicar esta frase em tudo! roupa, maquiagem, acessórios, decoração, relacionamentos…
isto não tem nada a ver com transformar a vida numa chatice sem fim, sem os supérfluos gostosos que dão graça a tudo, mas começar a tomar consciência de que grandes mudanças vêm pela frente. E para mostrar que simples é chic e bonito seguem um arquiteto e um matemático e designer que aplicam simplicidade e beleza como princípios:
shigeru ban: o arquiteto japonês que criou, entre outros grandes projetos, o “nomadic museum” um espaço de exposições nômade com 4 500m2. composto de 148 containers de aço coloridos, reciclados e reaproveitados como paredes, 1 milhão de papel de sacos de chá transformados em cortinas feitas à mão que descem de uma altura de 12m e tubos de papelão como teto e colunas. desenhado para ser facilmente montado e desmontado, o prédio foi montado a primeira vez no píer 54 em NY, de lá viajou para los angeles, beijing e paris.
“eu espero que o nomadic museum proporcione uma experiência inesquecível, demonstrando um conceito unico em arquitetura e sustentabilidade”.
shigeru ban é o lider do think , um dos times de arquitetos que apresentou propostas para o novo world trade center. seu projeto de duas torres conectadas, feitas de estrutura geométrica de aço, foi um dos dois finalistas. é um mestre em pesquisa de uso de materiais simples como bambu, papel arroz, tubos de papelão e novos materiais compostos de papéis com plástico.

no sentido horário. alguns dos meus favoritos de sb: nomadic museum 2006, pavilhão do japão em hannover 2000, pavilhão da artek na feira de milão em 2007, paper church no japão 2008.
john maeda: professor, matemático e designer na MIT tem um programa experimental de pesquisas, em conjunto com a phillips, chamado simplicity, focado em desenvolver tecnologias que sejam simples de entender, fáceis de usar e agradáveis. lançou um livro , em 2006, que é um sucesso que se chama “the laws of simplicity”. para ele grandes exemplos de simplicidade é a marca muji e o i pod.

simplicidade por john maeda: logo de seu livro, loja muji, i-pod da apple.
deixo a frase de john maeda para pensar:
“Simplicidade é sobre subtrair o óbvio, e adicionar o significativo, o essencial”.
Tags: feira de milão, i-pod, john maeda, laws of simplicity, mit, muji, nomadic museum, paper church, pavilão do japão em hannover, pavilhao artek, phillips, shigueru ban, simplicidade, sustentabilidade
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regina strumpf |
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arquiteta de formação, trabalho como diretora de criação, desenvolvo linhas de tecidos, móveis e acessórios para decoração. como designer de interiores, crio vitrines, interiores e layout de lojas. além disto faço catálogos, anúncios e sites para marcas. projeto interiores, casas e apartamentos. adoro ler, pesquisar e escrever sobre o que acontece em design e arquitetura e é isso que vou fazer aqui. sou fascinada por tudo que é bonito, criativo e bem humorado!













